sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Então é natal....

                                                                                 
                Adiante suas compras de natal! diz o slogan. A gente corre e obedece. Até porque se dá bem com a calma para fazer as devidas compras, preços melhores, etc e tal.
             Então entramos em Dezembro com tudo resolvido. Quase tudo. Porque então vem os amigos ocultos, os empregados, manicures, porteiros, lixeiros, jardineiros e tudo mais que acaba em eiros.
              Aí começam as festas. Despede do ano, dos colegas de trabalho, da turma da quadra, da familia do Dudu, da turma do Buteco e segue...
             Bia tinha dito que queria fazer um bacalhau para o almoço do dia 24 para a troca dos presentes, uma vez que a noite vamos para a casa do Ricardo.
Tudo agendado, cardápio decidido lembramos que Zé, que está aqui até dia 24 pela manha, não poderia estar com a gente no almoço.
Bastou esta intenção cruzar nossas mentes para começar uma série de telefonemas e cancelamentos e reagendamentos que não tinha fim.
Decidimos então transferir o almoço do dia 24 para o jantar do dia 23. Acontece que Lia faz aniversário dia 24 mas comemora com os amigos dia 23, resultado.....Marina ficaria dividida. Propus passar para o almoço,  mas Maroca e Dudu ainda estão trabalhando. Bia propos o almoço as 14hs mas Marina tinha dentista as 15.
Decidimos então que Zé ficaria de fora mesmo e o almoço voltaria para o dia 24. Mas...... a gente não desiste fácil das coisas, graças a Deus! Ou não!!!!!
Ligo para a Marina e ela, já cansada assim como eu e Bia de tanto reagendamento me diz que marcassemos quando quisessemos e ela estaria presente num tom quase malcriado.
Voltamos então para um almoço no dia 23. Aleluia!!!
Detalhe eu fiquei de levar o pumpkin pie para a sobremesa e já tinha tirado a manteiga da geladeira e retornado com ela para p gelo duas vezes. A intenção era levá-la bem fresquinha. De congelado já chega durante o ano quando a empregada não aparece.
Tarde da noite já deitada escuto o bip de mensagem no celular. Era de Bia.
Segue o texto da mensagem:   Meninas, será jantar. Papai vai almoçar com Arnould. Cheguem na hora que quiserem. Bjs
Talvez dê tudo certo a a gente consiga chegar mais ou menos na mesma hora uma vez que se abriu mão do controle. Só faltava essa!!!
Tenho uma sugestão para o ano que vem.
Que a gente comece a fazer as festas no mes de novembro e deixe as compras de presente para dezembro mesmo. Afinal o comércio começa a lançar tenders e perus nos mercados em outubro.
Fácil assim!
HO HO HO!!!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Saúde e paz que dinheiro a gente corre atrás


     

               Na época do Natal alguma coisa acontece dentro de nós.
É como se lá no fundo do nosso coração a música insistisse em repetir o verso.... Então é natal e o que você fez?
E a gente sai para o comércio desejando votos de feliz Natal para conhecidos e desconhecidos.
          Hoje, numa Loja de presentes, me peguei conversando com uma senhora que , assim como eu esperava que sua compra fosse embrulhada. Eu dizia a ela que quando eu era jovem eu considerava votos de amor e paz uma coisa muito básica. Muito vaga.
Afinal quando somos jovens temos saúde e a falta desta ainda não levou nossos entes queridos. 
Quanto a paz eu imaginava a ausência de  aborrecimentos ou guerras já me considerando em paz, ora bolas!
Amadureci um pouco e hoje vejo a coisa diferente.
Custei muito a entender que a paz que me desejavam era um tipo de Nirvana, uma paz vinda do espírito de quem vive sem mágoas ou ressentimentos. Uma atitude. Mais que isso, uma atitude zen.
Olho para trás e avalio como minhas crenças e meu ego tem o poder de me tirar o chão e fazer da minha vida um inferno zodiacal.
Parece me que uma coisa está ligada a outra. Se tenho paz de espírito adoeço menos, sou portanto mais disposta, mais feliz, mais tolerante e por aí vai.
          Marina hoje completa 30 anos e me peguei pensando no que desejar-lhe.
Escrevi tempos atrás um texto entitulado   " Saudades de quando achava que o céu era perto"  onde eu falo da  sagrada inocencia que uma criança traz consigo. A tabula rasa.
 Falo do lixo que remoemos porque falhamos, porque amamos torto, porque não fomos o que queríamos ter sido para nossos filhos, por não termos superado  aquela fase difícil.
Falo do lixo que nos tira o sono e nos faz buscar leituras, terapias, novos amores, até que, depois de muita angustia, começamos a vislumbrar que o lixo não só é nosso mas produzido e mantido por nosso ego que nos prende num cárcere diário nos mantendo como reféns. 
Me vem agora uma passagem da bíblia   Olhai os lírios dos campos!
E a frase do filósofo   Senhor fazei que eu não procure fora o que está dentro!
          Hoje, aos 57 anos, valorizo os votos de saúde e paz.
Paz para que tenhamos saúde suficiente e boa disposição para tocar a vida e superar suas vicissitudes.
Ou.... Saúde para que tenhamos a paz como companheira.
Assim sendo meus votos para 2012 são que tenhamos Saúde e Paz...porque dinheiro...... a gente corre atrás.
 E que não nos falte Amor. Dizem quem ama não adoece.
Amém!!!





sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Um " gap " de 50 anos



            É sabido que há coisas  da vida que  não podem ser vistas com os olhos, mas sim pelo coração. Concordo mas me sinto um pouco frustrada com essa intangibilidade.
Semana passada sonhei com a doce Emily, minha avó. E acordei frustrada porque queria que a experiencia fosse mais tangivel. Impossível, agora que ela já se foi.
            Minha avó trabalhava fora. Não por modernismo, mas por precisão mesmo. Era funcionária da Embaixada Alemã no Rio de Janeiro. Por isso nosso contato com ela era apenas em alguns finais de semana. Mas quando ela estava de férias e coincidiam com as minhas eu ía para a casa dela e curtia muito. Mesmo!
            Naquela época criança ainda dormia a tarde e, se desse sorte nos braços gordinhos da avó e ouvindo O direito de nascer. Uma radio novela com sonoplastia perfeita e sucesso de audiencia na época. A lembrança sensorial que tenho desta simples sesta é qualquer coisa!!!
          Muito bem. Amanda já está de férias e hoje a resgatei para passar o dia comigo. Depois do almoço deitamos e ela me pediu uma massagem relaxante (pode?).  Resumindo.... dormiu um sono gostoso com a cabeça nos meus braços.
            Não consegui dormir mas relaxei como se estivesse nos braços de Meine dick pupe ( minha bonequinha gorda) como era apelidada minha avó lá na Embaixada.
            Neste momento lembrei do sonho e percebi que a experiencia precisou de um gap de 50 anos para ser tangível e palpável como meu coração e meu corpo precisavam.
            Amanda acordou e eu vim para o note digitar este texto . Quando abri havia um email de Maria Lúcia que dizia....As mais lindas coisas da vida não podem ser vistas nem tocadas , mas sentidas pelo coração!
               Agora.... vamos combinar... hein?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!

                                                                               
            Hoje , oito de dezembro, fazem dez anos que conheço meu marido. Coitado!
Digo isso porque quando o conheci ele estava acompanhado e eu também. Mas eram só amigos. Foi o que dissemos um para o outro. 
Hoje perguntei para ele. E se eu não tivesse aparecido e voce tivesse ficado com a Luiza?
Ele respondeu..... Para com isso!
Entendamos o que preferirmos. Eu prefiro entender que foi bom para ele que eu aparecesse. Amém. Ponto final. Futebol clube! Afinal o que faz a minha vida ser legal ou não também são as interpretações que faço dos fatos que vivo. 
Mas voltando.... mulher sabe fazer as coisas e o coitado não teve escolha teve que casar se quisesse morar comigo. Sou antiga.
            Logo que abri os olhos hoje cedo ouvi um sonoro" Parabéns!" que quase não acusei recebimento por ainda estar sonolenta. Sabe como é. Acordar antes das oito e trinta sendo aposentado é qualquer coisa.....eu diria......indecente.
Aí eu fiquei pensando e lembrando que a vida toda eu achei estranho essa coisa de se comemorar dias, meses e anos disso e daquilo. Principalmente em se falando de aniversários de relações.
Desde sempre tive cuidado com isso porque me soa como..... eu te parabenizo por ter me conhecido. Ou seja...... parabéns, voce ganhou a sorte grande!....... Eu sou o máximo! Acho pernóstico.
Comentei isso com Marina e ela disse que não, que seria algo como ..... Parabéns por perdurar, ou..... Parabéns por fazer dar certo. Será? Nada como a juventude. Sonhadora e benevolente.
Está me vindo agora que Paulo Coelho diria..... Parabéns por finalmente encontrar sua alma gemea.
Para um carioca escolado frequentador de butecos seria ..... Parabéns por ter encontrado a outra banda da laranja. Socorro!!!
Segundo a Constelação Familiar o relacionamento de casais é o que mais, embora muitas vezes não pareça, está correto. A terapia acredita que atraimos aquele que tem o mesmo, digamos script de vida para que possamos aprender e crescer. E realmente durante uma sessão de Constelação presenciamos que a dor do marido geralmente é a dor da esposa e por aí vai...
          Então.... já tivemos nossas crises. Não somos mais jovens e não tem como jogar isso para baixo do tapete, mas.... valeu!
Penso que a cada crise que se supera é como se tivéssemos nos afogado e bebido muita água salgada e que quando voltamos à superfície estamos exultantes por termos sobrevivido.
Ih! Isso me lembra a trilha sonora de Malu Mulher , seriado da globo de anos idos.
...." Vai valer a pena.... ter sobrevivido "....
Não sei se é assim... no futuro. Cansei de achar que tenho como garantir o futuro de qualquer coisa.
Mas posso dizer no presente. 
" Tá valendo a pena ter sobrevivido!"
Parabéns Negão ! 
Não tem jeito. Sou pequena!
Neste momento tem uma vozinha na minha cabeça repetindo...... Au au au Luizinha se deu mal!!!
Pernóstica eu???


Mutas vezes a duras penas, eu diria. Mas tá valendo.

domingo, 20 de novembro de 2011

A força do feminino

          Sabemos que o cuidar é uma atitude feminina.
          Em mais um dos almoços na casa de Conceição e Roberto pudemos testemunhar o que a força de uma frágil mulher é capaz de fazer.
          Como íamos cozinhar eu e Marina fomos cedo para a Concita. Papai e Wilson iriam mais tarde.
Papai com 80 anos caminha devagar e inseguro por não estar enxergando cem por cento. Estávamos cozinhando na cozinha de onde se tem  a vista para o pátio da casa. Vi quando Wilson parou o carro e me lembro de ficar apreensiva de assistir a dificuldade de papai sair do carro por si só.
Porém Dagmar, a mãe de Roberto, uma alemã magrinha e pequena de mais de oitenta anos se dirigiu para papai e ajudou-o a saltar com a dignidade que lhe foi possível a estas alturas da vida.
          Quando levantamos os olhos das panelas vimos que os dois vinham descendo a rampa feita de pedras e gramado. Me lembro de Marina exclamando: " Meu Deus! Olha aquilo! Vão cair os dois "!
          Dagmar tem cuidadora 24 horas por dia, mas naquele momento ela era a cuidadora. Não só apoiava papai como decidiu mostrar-lhe o jardim e as flores. Segurou seu braço com firmeza e disse a ele: Se voce cair eu te levanto. Uma atitude que aos olhos de um alemão poderíamos chamar de "trivial"!
Fiquei olhando os dois e, mamãe que me perdoe lá do céu, mas pensei.... Ah se papai tivesse alguém por ele!!!
Pensava em alguém como uma companheira. Alguém que não fosse uma profissional, apenas... uma mulher de boa vontade.
          Em uníssono todos sugeriram que pegássemos as máquinas fotográficas para fotografar o " casal " em, digamos, sua luta pela integridade. Máquinas em punho, fotografamos daqui e dali. Quando já retornavam  da voltinha brinquei e falei : sorriam quero uma foto do casal! Ao que Dagmar respondeu com firmeza: " Não! Isso não! Não quero um homem velho! ( ao que me consta papai é mais moço que ela) Risos. Lamentamos por ver que o que pensavamos ser  um affair não passava de solidariedade.
Voltamos nossa atenção para os preparativos do almoço.
Momentos depois a alemanzinha de aparencia frágil me chamou no canto e me veio com a seguinte frase:
Desculpe mas não gosto de homens velhos! Risos again...
Moral da história: o cuidar feminino  não passa pela intenção amorosa. É nato e deve ser visto como algo natural.
 Depois os dois foram para a varanda, Dag o colocou sentado e conversaram assuntos triviais.
Pronto! Sua missão estava concluída! Simples assim.
Vivendo e aprendendo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Deus deve me achar uma chata!!!

          Recebo um email da Ro entitulado O palco da vida. Algo na minha mente toca um alarme e penso que deve ser de Chaplin e corro a abri-lo.
          Não era do Chaplin. Era um pps bonito filosofando um pouco sobre a vida, determinação e, principalmente sobre felicidade.
           Milhares de pps como este são veiculados diariamente na internet. A intenção é de nos animar. Melhor, nos motivar a crer mais, entregar mais e levar uma vida mais feliz e satisfeita.
          Fico pensando que para ter tanto pps deste tipo é sinal de que precisamos rele-los quase diariamente para que consigamos por em prática suas sugestões.
          Não que seja uma tarefa impossível. Mas digo que é muiiiiiiiiiiiiiiiiito custoso.
          Vou me tomar por exemplo.
Cara, eu quero tudo perfeito. E sei que a vida não se apresenta assim.
          A perfeição! A utopia minha de cada dia!!! Rebolo para cá, rebolo para lá e fico meio que no mesmo estágio tentando me convencer de que a vida está quase perfeitíssima, uma vez que perfeição não existe.
Que loucura!!!
          Tenho o costume de rezar muito. Mas muitas vezes  enquanto estou rezando tenho a impressão de que estou sobrecarregando a galera celestial. Isso porque rezo para Deus, para o meu anjo da gurada, S Judas, a Medalha Milagrosa, mamãe, vovó, etc
Se conheci bem minha mãe sei que ela deve achar isto de pedir a ela que me dê uma mãozinha... um saco. Parece que estou ouvindo-a dizer.... Angela, não enche meu saco, vai!
 Mas se o desespero é grande mesmo me vejo sentada no seu colo igual uma vez o Roberto Carlos quis estar no colo de Lady Laura, que Deus a tenha.
          Minha amiga Marta, de Itaipava me disse outro dia que estava dirigindo e ouvindo o rádio e apareceu a voz do padre Marcelo dizendo para ela sentar no colo de Jesus. E ela ficou bem mais calma e feliz porque se sentiu no colo da mãe, que já morreu. Eu disse....Marta eu ja vi este filme.
          Enfim..... para não cansar voces, quero dizer que definitivamente Deus deve me achar uma chata. ora quero que ele cuide do sítio, ora que cuide de Marina, ora que cuide da minha saúde, da saúde do papai, da saúde do Negão, que receba meu amigo falecido, sr Vargas, com pompa e circunstancia lá no céu, que não me falte grana, que os cachorros não fiquem doentes e que as netas sejam colocadas numa redoma de proteção ad infinitum. Outras vezes deixo tudo em suas mãos. Digo que entrego e confio. Missão impossivel para alguem com uma personalidade tão controladora.
          Aqui acolá agradeço algo concedido, mas me parece que estou fazendo media com Deus ou o  manipulando, tipo quando a gente vai pontuar o defeito de alguém e antes elogia algo para amortecer a "queda".
          Como diz o ditado popular.... rapadura é doce mas não é mole não.  E se por um lado devo parecer muito doce aos olhos de Deus, por outro lado ele deve pensar.... Ela não é mole! 
          O que me faz pensar que da próixima vez vou entregar de verdade e ,claro, conferir os resultados depois.
kkkkkkkkkkkkkkkk 

sábado, 15 de outubro de 2011

Varguinhas se foi...

          Para tristeza da família e dos agregados e felicidade geral da turma do céu Varguinhas se foi há dois dias.
Meu coração quis estar com sua família. Eu estava triste.Sr Vargas foi um exemplo de sabedoria de vida. Viveu em clima de festa e alegria. Formou quatro filhos e , segundo sua esposa, foi gentil e amigo da Nelminha.
Chegando ao cemitério a tristeza deixou meu peito  como por  encanto.
Olhava-se para ele, todo bonito com sua boina nas mãos e só lembrava de suas histórias, suas brincadeiras. 
"Gaiato" que era contava piadas em velórios e se gabava disso." Pra animar um pouco, guria"
Generoso  se antecipava e comprava ingressos de shows e peças infantis para as minhas filhas quando ia comprar para as netas, todas ainda pequenas. " Candida Maria avisa para a guria sua amiga que tem ingresso para as agregadas."
Tinha orgulho de dizer que fumava ha 60 anos.
 Tinha amigos. Muitos. De diferentes tribos.
Uma vez me disseram que pelo velório de uma pessoa a gente podia supor que vida a pessoa havia levado, seus gostos e interesses.
Como foi bom testemunhar em seu funeral o quanto ele soube viver e o quanto foi amado.
Já falei de sua família numa postagem anterior, mas penso que ainda preciso falar mais. O que é bom deve ser propagado e jogado aos quatro ventos para germinar e florir.
João Alberto Vargas, este gaúcho de estatura pequena e coração grande formou sua família junto com a Nelminha e teve muita competencia com seus filhos que tiveram competencia com seus filhos que estão sendo competentes com seus filhos e... assim caminha.
Estar com eles é deparar-se com a força da vida. Aquela força que , apesar das circunstancias, se ergue e segue em frente. Todas estas pessoas são projeções do que viram no Vargas e na Nelma. Não tenho dívidas disso.
Pensei em terminar esta postagem com uma metáfora que descrevesse bem a pessoa que foi o Vargas, mas decidi contar o final do funeral. Uma metáfora viva.
Quando o caixão baixou filhos e netos levantaram e desejaram-lhe uma boa viagem. Tiau, vô! Tiau vô, vai com Deus! .Depois  as coroas de flores foram dispostas e presenciamos  uma salva de palmas vigorosa.
Sabemos que na antiguidade a "salva de palmas" ( na época uma salva de prata coberta com palmas folhagens ) era oferecida aos vencedores. 
Confesso que me emocionei pois estava ali um vencedor. A metáfora se fez concretamente diante dos meus olhos e do meu coração.
Quero deixar aqui um beijo no coração de cada membro deta família que, insisto, é minha também porque quero que seja.
Quanto a ele? Olho para o céu e imagino que graças não estará fazendo lá em cima!
Além de fumar e tomar um drink, é claro! 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Vai fundo, Lalá! ( ou... A Califórnia é logo ali )

                                                     
                                                                               
             Lalá é intensa. E como tal fala alto, fala baixo, ri, chora, escreve, paquera,sonha, faz da vida pesadelo, viaja, fantasia, ama, desama, acredita, se espanta, se frustra, tenta outra vez.
Quer namorar. Quer amar. Quer viver e cozinhar.
Já quis comprar chupeta para Ximbica aos 12 anos.
Já quis tirar carteira.
Já quis trabalhar fora,
Já quis ser comprometida.
Já quis ficar pelo Canadá.
Já quis ser escritora.
Já quis ser a melhor advogada do Brasil.
Já quis sumir.
Este ano foi o ano de pensar em viajar.
Lalá é daquelas que não sabe se casa ou se compra uma bicicleta.
Que parto que foi escolher a cidade!
Pensou, fez planos, atormentou a família com suas duvidas, comprou a passagem, trancou a faculdade e.........bateu um banzo danado!!!
Nas ultimas semanas a euforia foi se transformando em ansiedade, mutismo e carência.
Isso mesmo. Carência. A Lá é igualzinha a todos nós.
Ah sim. Ela teve despedida.
Para quem queria o aniversário de 15 anos com uma escadaria enorme onde desfilasse e três vestidos diferentes para trocar durante a festa até que despediu-se pouco.
Deve ter tido umas cinco despedidas.
Despediu-se das amigas, da família, dos amores, da mãe e das irmãs inúmeras vezes.
Foi todos os dias na casa do pai esta semana.
Na quarta feira estava agendada a nossa despedida. E Lalá queria uma multidão.
Ligou para a Maroca, mas esta estava gripada. Esperou pelos tios, mas cada um tinha seus próprios afazeres.
E, como tudo acaba em pizza, despediu-se no Fortunata com os mais chegados mesmo.
Hoje, véspera do grande dia, ainda veio mais uma vez despedir-se de todos nós. Estava doente e mixuruca.
Medo, insegurança, melancolia, esperança. Hoje não falou alto. O coração tava apertado. Deitou  a cabeça no meu colo e pediu cafuné.
Sabe como é, na hora H até as mais fortes titubeiam.
Pediu mais abraços e foi para a cozinha despedir-se das empregadas.
Beijou mais uma vez as irmãs e saiu. Manobrou o carro e buzinou.
A estas horas deve estar na sexta despedida; desta vez em sua casa com suas amigas.
Mas, antes de sair lembrou ao pai que ele deveria estar no aeroporto amanha as 9 da manha, uma vez que seu voo sai as 10 hs.
Uma figura!
Sabe que me deu vontade de ir ao aeroporto amanha cedo também?
Vamos ver se acordo e como acordo.
Deepack Chopra diz que o que vale é a intensão.
Vou estar lá em intenção, pelo menos.
Gosto dela.
Acredito nela.
Sei que vai aproveitar a viagem, mas gostaria de soprar no coração dela um..... Vai fundo Lalá!
E completar..... Pisa firme que este mundo é seu!
E de quem mais quiser ou acreditar.
Boa viagem!
A gente se fala!
Vou abrir meus emails diariamente buscando notícias suas.
E não se esqueça.
Há uma galera Brasileira torcendo por você.
Portanto....
Smile though your heart is breaking.
Seis meses passam rápido e a vida não para.
Beijos
Vó Angela

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A restauração natural da vida

             Num dos intermináveis papos com um dos meus amigos preferidos, depois de trocarmos mantras, conselhos e esperanças, falávamos sobre a repetição de algumas dores e nossa capacidade de superá-las.
Meu amigo querido me contou então um papo dele com um ortopedista.
Contou que uma vez perguntou ao amigo médico sobre a possibilidade de um osso quebrado e colado vir a quebrar novamente no mesmo lugar. Ao que o médico respondeu que jamais aconteceria o fato uma vez que a recuperação do osso parece ser dobrada.(Consumadum est!?)
É a vida fazendo seu trabalho nos bastidores, chegamos os dois  à conclusão.
Mas de onde veio esta conversa sobre ossos? Falávamos dos bambus, que como nós, os sobreviventes, por serem flexíveis vergam-se ao chão e depois levantam-se  com mais força para continuar vivos e  integrados à natureza. O filósofo já disse que a vida buscará sempre o equilíbrio.
Trocando em miúdos a vida, sábia que é,  nos ensina  o tempo todo.  Sempre.
Moral da história: Bom demais saber que superamos certas dificuldades e que embora a vida ainda venha a nos surpreender com novos incomodos para alguns outros a superação será mais fácil. Tipo "osso recuperado área fortalecida" !!!
Entramos na Primavera há uma semana e isso me recorda Cecília Meirelles que disse certa vez...
"Aprendi com a Primavera a me deixar cortar para reflorescer depois"
Quero agradecer a meu amigo por estas oportunidades que temos de trocar cuidados e fé em dias melhores.
Afinal.... temos as Amandas, as Júlias, os Gabrieis e os João Antonios da vida esperando por nossas lições.
Assim seja!!!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O perdão

        Como todo o perdão, o auto perdão é um processo.Um caminho por onde voce viaja e  não um estado permanente que voce alcança.
O crescimento acontece numa espiral.
Quanto mais voce se curar, se amar e se aceitar mais os sentimentos mais sutis de culpa e vergonha chegarão à sua consciencia e assim, assumidos e curados.
Muitas vezes nos perguntamos. Perdoei Fulano? Perdoei a Deus? Perdoei a mim mesmo?
São momentos de dúvida. De incerteza.
Houve momentos em que pensei que podia ter tido melhores pais, melhores amores, melhores amigos, filhos... porque não dizer melhor.... EU?
A experiencia de vida me mostra que existem momentos em que perdôo a todos nós. Sim. A todos os envolvidos.
E é nesses momentos que sei que tudo o que acontece no lado de fora é secundário, e o que acontece dentro é o verdadeiro show. Nestes momentos o que quiser que nos digam ou acusem não nos abalará como antes. O que vale é o que segue aqui dentro.
Em tais momentos eu confio e acredito que as coisas acontecem como devem acontecer para o meu progresso espiritual.
Dentro dessa compreensão, ninguém é culpado ou precisa ser perdoado.
A medida que o auto perdão se enraiza em sua consciencia voce se apoia cada vez mais no aspecto do seu self que inclui, mas que não está preso a sua mente racional e  linear para direcionamento e segurança.
Assim voce se torna mais claro e poderoso, encontrando a sua fonte de força em uma confiança e fé crescentes em algo infinitamente maior que a soma de suas pequenas personalidades.

Resenha de um texto de  Robin Casarjian

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A avó nossa de cada dia

          Reencontro uma amiga e  apresso-me a  mostrar-lhe as mais recentes fotos das netas.Isso me lembra um dos hilários gestos de minha mãe.
Mamãe era encantada com minhas filhas. Em sua carteira voce encontrava alguns trocados, algumas moedas, nenhum cartão de crédito, e muitas fotos das netas.
 No caso dela a carteira era gordinha  não por causa de cartões, mas por conta das fotos de Bia e Marina. Bastava a mamae pegar um taxi e já ia puxando papo com o motorista com o intuito de mostrar-lhe seu pequeno album sempre à mão.
Era interminável a coleção de fotos tres por quatro que ela foi juntando ali. 
Vai daí que um dia num onibus no Rio de Janeiro ela sente de repente que lhe afanaram a carteira.
 Susto, indignação e escandalo se fazem presente.
Mamãe começa a gritar ao motorista que pare o onibus. Melhor, que ele siga direto para a delegacia:
Para! Para o onibus! Seu motorista para essa jeringonça, fui assaltada!
 Minha carteira não está na minha bolsa!
Tem certeza que estava com a senhora? pergunta o trocador.
Claro meu filho como eu poderia ter pago a passagem.
Calma senhora. Tinha documentos?
Sim, mas isto não é problema. Vou ao Felix Pacheco e tiro uma segunda via da identidade.
Senhora ligue imediatamente para o cartão de crédito e peça que cancelem!
Eu não tenho cartão minha gente.... Angustia.
Motorista,  direto para a delegacia!
 Senhora acalme-se.
 Acalmar-me e como fico eu sem as fotos das minhas netas? Risos.... Tristeza.
To passada, diz ela.
Elas são de Brasília. Bia a mais velha tem seis anos e a menor, Marininha tem tres anos. Estudam pela manhã. Bia  faz ballet. Marina karatê.
E por aí vai ( ou foi ).
Minha gente, diz  aos outros passageiros, se foi alguem que ainda não desceu disfarça deixa as fotos debaixo de um dos lugares e tudo bem. Morre aqui. Tem alguma graninha. Que fique com ela mas por favor não leve minhas fotos. Silencio....
Mamãe , que já estava de pé desde o momento em que tudo começou se abaixa e olha debaixo dos lugares. Nada!!! Angustia e indignação.
A estas alturas já quase chorava. Mas não chorou não. Pelo menos não no onibus. Esperou chegar em casa, pegou o telefone e ligou chorando para mim e para meio Rio de Janeiro.
Mas o que que vão querer com as fotos das meninas? perguntava ela.
Dia seguinte cedo vai ao correio. É costume no Rio que as pessoas deixem no Correio central documentos e carteiras extraviados.
Mamãe explica a situação para o primeiro que a atende e segue explicando tudo outra vez até chegar no quarto funcionário.
Um reboliço se faz no saguão do prédio com mamae desolada.
Até que aparece o herói, trazendo um envelopinho com o seu tesouro.
Mamãe se dependura no homem e chora agradecida, Depois pisca para a galera, junta todos numa rodinha e mostra foto por foto para os poucos interessados.
Ah minha filha. Ganhei o dia!
Tava carente, mãe? pergunto eu.
Carente? Não tava era passada com a perda. Não dormi, filha pedindo a Deus que resgatasse minhas fotos.
Mãe e a carteirade identidade? O CPF?
Ah sei lá. Amanha eu penso nisso! Lembra de O vento levou, filha?
Claro que lembro.
Pois é!!!
Porque?
Perdeu-as no vento?
Não me sacaneia, Angela!
O filme acaba com a Vivian Leigh dizendo..... Amanha eu penso.
Ahhhhhhhhhhhhhh, tá!!!
Dia desses Bia me deu fotos recentes das meninas e tive muita vontade que mamãe tivese um endereço lá no céu para que eu as enviasse.
Até porque no filme Nosso lar aparece um tipo de coletivo. Já imaginou mamãe fazendo outro escandalo desta vez num onibus celeste por conta de fotos das bisnetas???

domingo, 21 de agosto de 2011

Abaixo os Bonsais!!! (ou... A árvore da vida)

           O Projeto Evolução, workshop de Biodança vem, assim como o Filme A árvore da vida ( premio Palma de Ouro ) usar a árvore como arquétipo do ser humano.
Assim o que será de nosso tronco se nossas raízes não forem bem acolhidas pela boa terra de Pachamama oportunizando que as mesmas adentrem a terra e se expandam lateralmente?
Cabe refletir: Em que terra fomos plantados? Nossas raízes foram amputadas como as dos Bonsais em nome da boa forma ou foram  incentivadas a crescer livremente em busca da luz ?
E sabido que a força de nosso tronco dependerá delas e de nosso tronco os galhos que se alastrarão para cima e para os lados como numa dança de celebração da vida resultando em total expressão nas flores e frutos.
Teremos nos tornado  Bonsais Humanos? Raízes amputadas e terra escassa?
Quem quer ser  Bonsai sendo vítima de crenças caducas que não colaboram com a totalidade do ser?
Porque não Ipês ou Flamboyants?
É sabido que o externo espelha o interno. Assim...quem poderá expressar-se plenamente com raízes podadas e galhos "trabalhados"?
Por mais que seja considerado arte  a árvore do Bonsai estamos falando aqui de seres humanos que vieram a este planeta para não só ocupar todos os espaços permitidos como para florescer e dar frutos.
Que a gente  se rebele ao fato de  viver nos vasinhos  pequenos e esmagadores que são as nossas crenças, nossa cultura, nosso estilo de vida. Que tenhamos a coragem de perseguir nossa liberdade de expressão.
Sempre há tempo para tentarmos ser o que queríamos ter sido no início, agora e sempre.
Sendo assim em nome da totalidade e da expressão máxima de nós mesmos....
Abaixo os Bonsais!
Que ser feliz seja nosso projeto infinito!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Café Bem casado

          Gosto de café, de bater papo, de filosofar, e gosto de minha neta Ju.
As conversas transcendem os domingos e as festas. Precisamos de mais.
          Assim, de uns tempos para cá formalizamos a prática de nos encontrarmos para trocar nossas dores e nossas delícias num café sugerido por Ju. O Café Bem Casado. Aquele café bem casado e bem direcionado, diria eu, por Lucia. Sua proprietária simpática, atenciosa e perspicaz. Lucia está atenta a tudo com cuidado e reserva. Já gostamos dela. E gostamos de seus quitutes!
Geralmente nos encontramos depois das 17:30 hs o que faz com que lamentemos que o café feche as 19:30hs. Muita coisa para falar, sempre. E o tempo não para.
          A gente fala,  se terapiza e saimos um cadinho melhor. Entre lágrimas e risos me parece que os risos levam vantagens. Até porque a gente tem fé na vida e acredita. Sempre!Como a gente acredita! Somos de uma acreditancia quase ingenua no futuro, no final feliz, no poder pessoal, no riso e porque não dizer no próximo café.
Queremos  mais café e mais bolinhos. Mais coca e mais pão de queijo.
          Me vem agora um pensamento. Baseado no filme/livro Água para elefantes.
E penso que nossa prática poderia se chamar Café para Ju e Angela.
A mensagem do filme é a de que a vida muitas vezes pode ser o maior espetáculo.
E o que trocamos de experienca de vida nestes encontros !!! 
Voamos longe!
E para aterrar de volta...
Um café!!!
O Café Bem Casado fica na 309 Norte , bloco E loja 28.
Vale a pena conferir!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Amputados(?)

            Chega um email belíssimo de  Frei Paulo Sérgio, um novo amigo. No texto uma mensagem.... "Devemos nos sentir equilibrados e felizes por dentro". Parece que estamos a falar de almas.
Mas o que estamos vivendo nestes dias confusos além de uma eterna saudade estrangulada de nosso Ser?
Um desassossego? Uma saudade de nós mesmos? Estaríamos amputados de nosso poder pessoal?
Estariam nossas almas trancafiadas por nosso Ego?
O que fazer? Tem muita coisa boa acontecendo lá fora!
O coração sente, a alma sente e o equilíbrio parece perder-se.
A felicidade se transforma em momentos fugazes.
Resta-nos estarmos atentos e esperançosos em relação a estes momentos e porque não dizer à vida.
Recordo a musica que diz..... Hei fusuê... parede de barro não vai me prender.... Hei fusuê....não me leve a mal, quero sobreviver.( Trecho meu ). 
Tentar, apesar das circunstancias. Sorrir ,ainda que triste. Esculpir ,aqui e acolá, um contorno que nos de a forma exata do amor e do equilíbrio entre o que sou e o que quero ser..
Ser escultor da propria felicidade.
Lembrar o artista que viu a escultura pronta ainda no bloco de mármore e  não nos perdermos tanto de nós.
Pode ser um primeiro passo.
Do resto.... a vida se incumbe. O vento sopra a favor.
Cabe a nós a tarefa de levantar todos os dias e ir correndo tirar a poeira da palavra AMOR. Dizia Lispector.
E ver o medo ir se mandando aos poucos...
Restaurar nossa alma pode ser o caminho para vencer nosso Ego (muitas vezes autoritário).
Ok. O primeiro passo de um longo caminho.
Que seja! Já é alguma coisa!
Então???


quinta-feira, 28 de julho de 2011

De quando me joguei nos braços de Tião. Sóbria!

          Há dias na vida que o melhor seria não ter acordado. Dias "Não", diria minha professora de Yoga.
Hoje cedo acordei com vontade de dar mais cor aminha vida. Convidei meu marido a almoçar um suculento filé em um restaurante. Sei que é amante da carne vermelha. Assim ... voilá, disse eu, vá ao barbeiro e faça a barba e depois leve o carro para lavar. Estarei pronta ao meio dia.
Enquanto fiquei em casa só com papai pintei uma telinha para o quarto do netinho de minha amiga Maria Helena. Estava determinada a ter um dia "Sim".
Mas..... papai foi para o banho e caiu. Feio. Bateu a cabeça e tudo o mais que um tombo na terceira idade pede.
            Chamei o porteiro Tião para que me ajudasse a levantá-lo do chão.
De pé se vestiu, bebeu água e foi deitar um pouco para se acalmar. Depois de limpar o sangue no banheiro e me sentir mais calma liguei para Wilson para saber se ele estava acabando suas tarefas e contei-lhe o ocorrido.
Não tardou e ele aparece. Demorou um pouco porque tinha ido beber uma cervejinha para se acalmar. Detalhe está proibido de beber por conta de uns probleminhas de saude. Fiquei transtornada.
Servi o almoço de papai e fui me vestir.
Pronta peguei a chave do carro e chamei o elevador na intenção de ir para a garagem.
Surpresa!!! O elevador parou entre dois andares comigo dentro.
Enlouquecida disparei o alrme e interfonei para a portaria a procura do porteiro Tião.
Aí começa a operação resgate que inspirou o título desta postagem.
Sei que Tião gosta demais de mim e de minha família. E sei também que ele é forte. Um bruta montes nortista.
Alguns minutos e escuto as vozes dele, do Wilson e de Paula. Wilson tentava me acalmar, mas acho que estava mais nervoso que eu. Tião grita para que Paula descesse para pegar um pé de cabra porque iria arrebentar a porta mas eu saia de lá (palavras dele). Sabe o que é isso dona Angela? Está na hora de jogar este elevador fora. Pergunto.... Comigo dentro? Risos
Enquanto a equipe não chegava liguei para a Marina . Estava estressada e precisava desabafar.
Quase não ando carente....Fazer o que? Ai mãe que chato!Vamos conversando, mãe. Assim a hora passa. Hora? pergunto perplexa.Voce tá maluca! Ligo para a Bia. Com voz chorosa que era para ver se ela pegava mais leve que a outra.
Chega o tecnico e abre a porta. Uma parede separa dois andares. No de cima o tecnico. No de baixo os tres mosqueteiros Tião, Paula e Wilson. Pula! grita Tião. Não. Espera, diz Wilson. Pula! diz Paula.
Acalme-se minha senhora.,diz o tecnico. E completa.... Por favor não saia daí e não tente pular. Vou lá embaixo desligar para a senhora descer com segurança. Só faltou dizer.... Don't movie, babe!
Acontece que a torcida do andar de baixo era maior. E  minha conhecida. O tecnico um desconhecido.
Passa a bolsa!diz um do tress. Que é isso, gente. Assalto? Menos. Bem menos, por favor.
Vem dona Angela dizem Paula e Tião. Pula! Vem logo.
Aí pensei.... pular ou não pular....pular... não pular... pulei. Nos braços de Tião .... e de Paula que deve ter achado que Tião não daria conta de mim sózinho. Foi bonito, gente. Um resgate e tanto!
Sacudo a poeira, arrumo a blusa e olho para a Paula que está branca de medo. Risos, abraços e o tecnico que se arranje.
Gente que loucura! digo depois de ver o buraco abaixo do andar.
Loucura nada, dona Angela já pensou se trancasse outra vez!?
Para! Ai ai ai já saí.  Brigado gente.
Vamos almoçar Wilson?
Agora espera um pouco; preciso ir ao banheiro.
Voilá!
Dia de sol bonito. Olho para o céu e digo... Vamos ao filé, babe.
Surpresa chegammos no Liberty e o shopping está vazio.
Olhamos a praça da alimentação e a maioria dos restaurantes fechados. Procuro saber o que estava havendo. Feriado? O shopping estivera sem luz até o meio dia.
Só nos resta comer frango mesmo! E tome de Chicken in!
Ok! não desanimemos. Sábado a gente come o filé.
Fazemos um trato. Saimos para o almoço meia hora antes e descemos para pegar o carro pelas escadas. Não é por nada não. É que vai que seja a folga do Tião ou da Paula!
Um salto no escuro seria muito para a minha cavalaria! diz Wilson.
Eu concordo. Espero comer o filé no sabado e não voltar aqui para escrever outro texto dramático como este. Sim porque seria trágico se não fosse comico.
Pelo sim pelo não pratiquei, hoje, a entrega que a Biodança tanto prega.
Como diz a Marina o acaso vai nos proteger enquanto andarmos distraídas.
Mas vem cá....Logo a mim coube o gesto kamikaze?
Ps. A foto ilustra a idade do elevador.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Menina adota ovelha (ou , Menina é uma boa companheira!!! )

                                                                                 
          Menina é o nome de uma de minhas cadelas no sítio.  Embora também atenda pelo nome de Quiara. Aqueles que acompanham este blog talvez já tenham lido uma postagem anterior onde a personagem central era ela. A cadela esperta e meiga que está sempre surpreendendo com comportamentos inéditos.

         Desta vez, na ultima temporada que passamos no sítio, o novo comportamento de Menina foi adotar a ovelhinha que temos no jardim. Um objeto decorativo. A ovelhinha é antiga, mas de uns tempos para cá mudamos a mesma de gramado, o que fez com que fosse notada por Menina,esta cadela de atitudes companheiristicas.

          Na internet são veiculados muitos emails sobre os cães e suas atitudes fiéis e amorosas. Assim pensei em escrever este texto em homenagem a este amigo do Homem que é o cão. De preferência o vira latas, como é o caso.Pode ser que ela buscasse companhia, mas confesso que parecia mais uma postura de doação.

           Temos também a Virna que é companheira, porém mais na dela. Meio esquiva. Aqui, acolá as duas correm e brincam juntas, mas as vezes o bicho pega e ela bate na Menina. Quantas vezes chegamos por lá e Menina está machucada!  O que me faz pensar que o que busca na ovelhinha seja apenas alguns momentos de companhia. Solidariedade. Sem nada  em troca. Nem tapas nem beijos. Um porto seguro? Uma pausa ao sol?

          Talvez seu gesto lhe traga a medida exata entre o dar e o receber. Assim seja!
          De uma maneira ou de outra lembrei do refrão de uma musica conhecidíssima que diz..... Menina is a very good fellow, she is a very good fellow. Menina is a very good fellow..... And nobody can deny...
Nobody can deny!!!
        

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Um abacate na portaria

           Gosto dos escritos da Martha Medeiros. E gosto em especial de um entitulado Quindim na portaria, onde Martha propõe que poupemos os amigos de  visitas inesperadas e sugere que um quindim deixado na portaria pode ser  um gesto carinhoso e respeitoso, uma vez que reforçamos o vínculo sem  causar possíveis transtornos aos que amamos. Afinal quem ainda não passou pela situação de estar entrando no banho e um amigo ligar dizendo que está passando e deixando o convite para a próxima exposição na portaria?
          Há vinte anos tenho uma fiel escudeira. Seu nome? Paula. Mãe de Lilia. A Paulete (como  prefiro chamá-la) é uma baiana muito querida que me serve nas horas de aperto. Paula tem a chave de minha casa e já se tornou parte dos " móveis e utensilios" da minha vida. É ela quem faz a feijoada do Seu Peru todo domingo de carnaval ( há sete anos ),os almoços de dia das mães, batizados, aniversários, casamentos e outros. 
          Já presenciou muito choro e muito riso junto a minha família, o que faz dela persona gratíssima.
Aqui acolá Paula nos surpreende com um docinho de mamão ou um abacate trazido do Gama para Seu Domingos, diz ela.
          Mas o que tem a Paula a ver com Martha Medeiros? perguntarão.
Paula é zeladora aqui do prédio e por ter muitos afazeres parece entender que o tempo das pessoas é precioso. Assim ela simplesmente abre a porta de casa e coloca o abacate sobre a mesa da cozinha.
Quantas vezes me surpreendo quando  vou beber uma água e me deparo com o regalo.
Tudo bem que algumas vezes o regalo mencionado pode ser uma multa de transito ou uma fatura que chegou do correio. Mas não importa. Meu sentimento nestas horas é de que alguém cuida de mim. E me vem o sentimento que os que trabalham nos "bastidores" são realmente pessoas especiais por fazerem seu trabalho ,muitas vezes, no anonimato.
           O meu carinho para esta baiana que sacode a poeira, dá volta por cima e se precisar manda no Tião, o porteiro.
Mas isto é material para uma próxima postagem.
Me aguardem!!!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Esta casa

Esta casa que outrora teve luzes, ora se apaga pouco a pouco... cômodo a cômodo.
Tempo de escuro, silêncio, solidão. Não sei se a sigo ou se é ela que me segue.
 Sei que onde for ela vem comigo.
Ultimamente tem apresentado goteiras.
Seus corredores compridos parecem alongar os caminhos, pois que demoro a percorrê-los.
Chamo pela pequena na intenção de usar seus olhos como meus.
 Apoio me em seus braços e sei que me torno um peso.
Outro ritmo, outro compasso.
Uma caminhada solitária pela pressa da vida nos mais jovens.
Vou a trancos e barrancos.
 Sigo nem sempre altivo, mas sigo.
 Pois que por todos os modos deve se preservar o respeito de um homem.

Texto criado para meu pai já idoso

Vida vivida


Falo de um tempo sem medo
Onde crescer era natural
Assim como era natural
Andar descalços,
Pular amarelinha,
Ver o boi da cara preta,
Ir ao Tororó pegar água,
Brincar de roda e pular corda,
Chicotinho queimado e
Mamãe, posso ir?
Passar o anel e Cabra cega,
Falo de um tempo de comer fruta do pé,
De pera, uva ou maçã?
De rodar currupiu e procurar pelo saci
De ouvir de tia Anastácia
e da Emília as peripécias de Narizinho e sua turma

Ah... os meus opostos!!!

                                                                             


Que eu viva a harmoniosa aceitação de meus opostos
Pois que é quando quero ser justa que me deparo com a injustiça que trago em mim
Pois é quando amo que experimento sentimentos de desamor.
Pois é quando quero ser forte que me deparo com minha fraqueza.
Pois é quando quero se humilde que enxergo minha arrogância.
Pois é quando penso que sou corajosa que enfrento meus medos
Pois é quando busco o meu sagrado que me deparo com o profano mais profano que habita em mim.
Pois é quando quero ouvir minha alma que meu corpo mais se inquieta.
Pois é quando penso em traduzir-me que me perco na falta de palavras
Pois é quando penso que sei o que quero que a clareza se esconde de mim
Pois é quando me sinto pronta que percebo o longo caminho que ainda preciso percorrer.
Pois é quando quero falar de mim que me surpreendo falando dos outros.
Pois é quando falo que vejo que deveria calar-me.
E quiçá quando calo que deveria falar um pouco mais.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Foque na minha luz e encontrará a tua

          Somos seres de luz. Mas temos nossas sombras.
Estou convencida de que só posso ver no outro o reflexo de mim mesma.
Mas ainda me magoo quando alguem me julga indevidamente ou me ofende sem piedade.
Houve um situação em minha vida onde me vi acusada injustamente e fiquei totalmente ressentida e perplexa, até porque quem me julgou não tinha digamos... cacife para tal. Mas esta é outra história.
 Depois de passar então por um tempo de dor e mágoa me peguei falando a meu marido que não aguentava mais carregar dentro do peito a dor da sombra que não era minha e sim da pessoa, uma vez que é de projeção que vive o ser humano. E, no final do papo ouvi-me dizendo a Wilson que ia virar as minhas costas definitivamente para aquelas pessoas uma vez que não mereciam mais a minha confiança. Ora, somos o espelho do outro. Isso me diz que se  e o outro  ve desonestidade em mim em vez de ficar chateada devo colocar minhas barbas de molho e ter cuidado com este alguém. Afinal o que hoje é uma grosseria, indelicadeza ou falta da classe da parte de quem veio a agressão, amanha pode ser um desfalque em minhas finanças , o que doeria não só em minha alma mas também em meu bolso.
Deste modo fiz uma visualização vairando as costas para ele e me vi seguindo meu caminho de Luz, que aliás tem se mostrado durante toda a minha vida um excelente caminho.
E decidi por mim mesma e aconselhei ao Wilson que foquemos na Luz do outro para reforçarmos a nossa.
Assim como focar na nossa para vermos a do próximo.
Quanto às pessoas que não atingiram ainda uma consciencia cósmica que vem da Luz Maior e que por isso preferem entrar numa eterna batalha de egos onde precisam sentirem se valorizados porque no fundo não se convenceram do seu valor, só posso sentir muito, pois  de agora em diante serão...... carta fora do meu baralho.
Aproveito este texto para agradecer a todos os meus amigos e familiares que no dia a dia reforçam minhas crenças de que o mundo pode ser um quintal seguro onde a gente  ainda  pode ser criança e, como tal, soltar-se na alegria e na confiança de que a vida muito mais que competição é bem aventurança.
Alguns anos atrás um amigo me disse que felicidade era questão de competencia.
Muito sábio.

sábado, 18 de junho de 2011

Boquinha de siri, hein?

          É sabido que o carioca usa expressoes que nenhum outro povo usa.
          Minha tia Olga é uma destas pessoas cheias de caras e expressoes para se comunicar. Aliás, tia Rosa, sua irmã, também era. Tia Rosa já foi citada numa postagem anterior. É aquela do texto entitulado Blá blá blá. Comigo não, violão! entrava em quase cem por cento de suas falas.
          Mas voltemos à Olguinha. Esqueci de dizer que tia Olga é a mãe do Jayme, meu primo citado na postagem  De quando me joguei no mar.
          Conviviamos muito na casa de tia Olga e eles na nossa.
          Quantas e quantas vezes ouvimos as duas ( tia Olga e mamãe ) falarem algo, digamos...sigiloso, na nossa frente (ainda  crianças) e depois uma olhar para a outra, como que lembrando que nós estavamos presentes. Era então que ouviamos da tia:  " Voces aí.... boquinha de siri, hein???  Olha lá!"
          Tio Jayme, seu marido, era carioquíssimo neste ponto. Morávamos no Grajaú. Bairro pequeno burgues (na época). E a gente sabe que o carioca divide o Rio em dois. O Rio e o Estado do Rio (o suburbio) para quem é de lá. E ainda tem aqueles que costumam dizer que tem o Rio pra cá do tunel e o pra lá do tunel.
Recordo  tio Jayme usando muito a expressão.... Não é Irajá??? quando queria uma confirmação. Uma das maneiras do carioca provocar o suburbano. Ou a pergunta.... E aí, abafou? ( referindo-se a termos feito sucesso com uma roupa nova, um discurso  ou no preparo de alguma receita para um jantar)
          Tia Olga e mamãe bordavam e costuravam como estilistas e quando cansavam davam uma pausa para um café ou um copo de água. Lá da cozinha olhavam para a costura e perguntavam: Tá bonito, gente??? E eu respondia: Tá bonitinho! No que minha tia retrucava perplexa: Bonitinho é pau... Tá lindo!!!
          Deixa só eu contar uma coisinha que não tem a ver com expressoes mas que tia Olga me lembrou hoje por email.
Quando as duas iam à Casa Itamar, na Saens Penna comprar tecidos e a tia escolhia algum tecido listrado ou xadrez, minha mãe já ficava agitada. É porque perfeccionista que era, a tia queria casar sempre as listras e os xadrezes. E é lógico que o fato envolvia comprar mais tecido. E o papo na loja ficava mais ou menos assim:
_Olga para que isso tudo de tecido?
_Ora, Ilse, para casar.
Naquela época estavam começando os desquites e separaçoes no Brasil  e mamãe respondia:
_Olga que agonia de querer sempre estar casando é esta? Todo mundo esta separando!!! É ou não é?
(O Irajá ficava subentendido, é claro.)
           Mais um casinho a parte das expressoes. Tio jayme , como bom morador do Rio gostava de tomar uma cervejinha no bar da esquina. E as vezes demorava um pouco, atrasando o almoço de domingo; o que deixava tia Olga.... uma onça! Então ela reclamava que ele tinha demorado no buteco e que era um buteco horroroso, etc etc etc. Até um dia que ele reagiu dizendo não se tratar de um boteco xexelento coisa nenhuma. Foi quando ouvimos da tia...... Verdade Jayme. É refinado que mais parece uma casa de chá! Risos....
          Tem uma expressão que ela usava que eu nunca entendi. As vezes nas férias dormiam um pouco a tarde e quando tia Olga  acordava costumava dizer que estava com gosto de guarda chuva velho na boca, Como assim(!?) Melhor não perguntar. Bizarro demais!!!
          Hoje são recordações. Boas! Melhor.... excelentes! Mamãe já se foi e mal falo com tia Olga. Ultimamente temos nos falado por emails. O que resultou na iniciativa de postar este texto.
Recordações das mulheres que foram. Das mães que eram capazes de tirar o filho da escola se a reclamação em relação a um de nós ferisse seus brios.( Ver postagem entitulada  O miserinha )
.Mulheres que trabalharam, foram a cinemas, criaram seus filhos, ampararam vizinhas em suas angustias, fizeram o melhor olho de sogra já degustado no Rio de Janeiro, desenharam os mapas que tinhamos que fazer no ginásio, Nos levaram aos primeiros bailes de carnaval, depois acompanharam os nossos cursos superiores e mais tarde acenderam velas e fizeram promessas a cada  entrevista para emprego ou concurso feito por nós, os filhos. Bordaram enxovais,vestidos de formatura, vestidos de noiva de netas e cuidaram de nossos filhos sempre que puderam.
Ainda ontem falavamos por email e chegamos a conclusão de que fomos ou somos muitas. Somos tantas...
_C'est la vie! diria tia olga. Enquanto minha mãe diria. _Bora em frente que atrás vem gente!
Ou " É, vou me  embora  dar jeito na vida!
Alguns ela conseguiu. Outros... alguém dará.
          E como a vida acontece sempre assim na terra como no céu. Faço um brinde às duas mulheres multifacetadas que foram Olga e Ilse.
A minha mais profunda reverencia a estas duas mulheres que foram, antes de mais nada..... sábias.

PS : Mamãe é a mais baixinha  na foto acima

Quisera tivessemos esta consciencia

             Abro meus emails e dou de cara com um email do Marconi . (Graças a Deus temos os Marconis  da vida para nos ajudar na jornada que é incentivar e sustentar a felicidade e a paz de espírito).
O email tem como introdução a seguinte pérola: ...   " Quando conhecemos mais de nós mesmos, o Universo não tem outra escolha a não ser entregar-se aos nossos pés. Estaremos livres dos medos, ansiedades, irritações e controles exessivos."
Penso que sim, mas..... ainda duvido ..... um pouco. A vida tem sido uma mestra paciente para comigo e, sendo assim, já tive oportunidades de ver que embora pareça utópico reconhecermos este poder  em nós começo a vislumbra-lo , ainda que apenas como a pontinha de um iceberg.
Na verdade lá no fundo a gente sabe, mas escondemos de todos e , principalmente, de nós mesmo, a força e o poder que temos de dirercionar nossa vida. Quisera tivessemos esta consciencia!
A questão é....Por que não a temos?
Passamos por um processo de "deseducação", no qual nao nos falaram  do poder da Força que vem de Deus e é nossa muito antes de aqui chegarmos!
Somos um universo, nos dizem. Ora, um Universo é totalidade.
          Tenho frequentado a reunião dos anjos. Trabalho interessante ministrado por Ceissa Amorim
E tenho ouvido constantemente  que podemos e devemos acessar os nossos anjos. E, por que não, chamar Deus mais frequentemente? Ele não está fora e nem me parece tão austero. É misericordioso para com Seus filhos. Ora,  quanto mais chamarmos por Seu nome mais fortes nos tornaremos e em contra partida mais inteiros e menos dependentes de tudo que estiver fora de nós.
Infelizmente nos disseram que não  chamassemos o nome de Deus em vão.
Já foi dito que a religião pode tornar-se o opium do povo. E talvez o fato de terem nos dito que não usassemos Seu nome em vão tenha sido mais uma tentativa de reforçar em nós a dependecia a  templos e crenças.
Tenhamos cautela, humildade e poder pessoal; heranças Dele.  É a nossa alegria que ele quer, enquanto pai amoroso que é .
 Que a gente não se esqueça da Sua infinita misericordia. Mas que tambem nos lembremos que, uma vez inteiros na nossa força nos tornaremos unos com Ele.
E, assim,  livres de medos, ansiedades e controles exessivos.
Que a geração de minhas netas tenha a determinação de conhecer-se mais e mais livrando-se assim do sentimento de pequenez que nos enfraquece.
E nós, enquanto formadores destas crianças, consigamos incutir-lhes uma maior consciencia da Luz que habita em nós. O que as levaria  a uma vida mais despreocupada e feliz.
"Lembremos que a maioria das coisas que nos preocupam jamais vêm a acontecer"
Pensamento tirado do livro Liçoes para uma vida despreocupada e feliz de Antonio B. Leiva

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Max comportou-se!



          Mais um encontro do Projeto boa gente, boa mesa aconteceu no ultimo domingo.
Na velha cozinha da 104 Norte foi preparado o tal risoto de limão Siciliano, o frango com especiarias, a farofa de negresco e os biscoitinhos " Austríacos" como bem defendeu minha amada Monica Filizola. Que seja!!!!
          René, mãe de Vera e Dagmar, mãe de Bob entabularam um papo que variava entre risos e cochilos.
Uma pena  papai não estar enxergando bem e ter perdido o papo. Ia se sentir num triangulo amoroso com as duas.
          Roberto contribuiu mais uma vez com as fotos e Concita veio mais gatinha do que nunca, com arzinhos, a gente sabe do que, devido as unhas e desta vez, as calças justíssimas.... Faz ela muito bem!!!
          Tanto a Vera quanto Carlos e Jesus trouxeram vinhos deliciosos.
E o almoço teve de riso e choro de riso até leves transgressoes, não é Vera? kkkk
          Infelizmente, ou felizmente Max se comportou e não nos proporcionou nenhum de seus shows.
Penso que ao ver que o papo de Rene e Dagmar preencheu o dia se sentiu em segundo plano e não gostou. Faz parte da personalidade dele. A gente tem que respeitar.
Bjks a todos e até o próximo evento!
Este texto tem como ilustração fotos de Roberto Lindau.

sábado, 4 de junho de 2011

Na busca da medida exata ( Eu não me alcanço! )

          Tenho a arte como companheira. Se estou triste ou ansiosa o pincel me devolve a tanquilidade e a leveza no coração.
          Pois bem. Me foi encomendado uma tela de um cavalo. Gosto do expressionismo alemão e pus mãos à obra (literalmente). Me agrada a figura; mas prefiro que  esteja fracionada na tela. Como se saisse dos limites da mesma.
          Dizem que o artista se mostra no traço. Não tenho duvidas quanto a isto. E vou mais longe acreditando que nas cores também.
Assim... pensando na minha amiga liguei o som ouvindo o CD ( Enchantment ) que gosto muito e pus me a trabalhar.
E a arte foi acontecendo assim meio que psicopintada.
Uma vez pronta coloquei-a na parede e fui sentar de frente para ela. Uma maneira de apreciar o todo. Ou... na viciante busca da perfeição, procurar defeitos.
Procuro ter a  arte como um reflexo da ancia que tenho de explorar meus espaços e.... tentar ocupa-los.
Pois bem. Tela pronta, algo me incomodava. Peguei o livro de um amigo e li um pouco tentando tirar a atenção da dita.
De repente levantei os olhos para o trabalho e o incomodo acenou para mim.
Num dos cantos o cavalo não saia dos limites. Não tinha movimento. Não parecia majestoso. Talvez a força que o academico exerce sobre nós me controlara mais uma vez.
Paradoxalmente quando estava inteiro  não tinha força. Retocado ele passou a completar-se ainda que "amputado" (!?)
O recado que meu trabalho me dava era que em algumas ocasiões estaremos tão e somente inteiros.... se fracionados.
Me vem  a imagem do oceano. Dificil  ve-lo por inteiro. Mas o fato de vermos parte dele não faz com que deixe de ser oceano, causando em nós o sentimento de profunda reverencia à sua majestade.
Ainda outro dia dizia para uma amiga que na próxima vez que for para o meu sitio em Itaipava vou fazer uma bromelia na parede da varanda.
Espalharme-me. É como se minha arte/alma quisesse sair do espaço limitado de uma tela e ganhar as paredes...o mundo.
Isso me lembra Clarice Lispector e me permito terminar este texto sitando-a.
"Estou infinitamente maior que eu mesma... Eu não me alcanço"
                                                                             

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Traduzir-se ( somos tantas )


                                               
Uma parte de mim é todo mundo                       
Outra parte é ninguém, fundo sem fundo
Uma parte de mim é multidão
Outra parte estranheza e solidão
Uma parte de mim pesa, pondera
Outra parte delira
Uma parte de mim almoça e janta
Outra parte se espanta
Uma parte de mim é permanente
Outra parte se sabe de repente
Uma parte de mim é só vertigem
Outra parte linguagem
Traduzir uma parte na outra parte
Que é uma questão de vida e morte
Será arte ?
Como diz minha neta Larissa:    Me encontro, logo me perco e sigo procurando.
Texto de Ferreira Goulart

sábado, 21 de maio de 2011

Crise

O humor oscila. O corpo dói. A coragem se esconde. O coração aperta. O medo toma conta.
O cansaço persegue. A disposição vence na teima. Os ombros  para frente denunciam. A respiração os enquadra novamente. Solidão e desatino.
A memória se manda. A saudade insiste. A angustia se instala. O choro vem. A vida nos cobrando um lugar que não é nosso. Arrumar a bagunça lá fora parece mais fácil. A  de dentro? Quem sabe amanha? Quero o colo de quarta feira. Sentir-me  apoiada. Fortalecida. Experimentar a leveza dos quarenta anos. Quero mais risos. O brilho nos olhos. A mão apertando a minha. A companhia. O abraço. O cuidado. O papo. O ar da manha renovando a esperança. O ar da noite  reinventando a vida.
Abandonar a crise. Esta janela apertada que sufoca  meu peito.
                                                   
                                                             
                                                                                 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Biodançando, again !

          Retornando mais uma vez a Biodança experimento o que atitudes como cumplicidade, entrega, afetividade, confiança e amor podem fazer por nós,  frágeis criaturas tantas vezes carentes ou vulneráveis. A cada roda, a cada "Ha", a cada olhar mais demorado, a cada abraço dos " Leivas  da vida" um colo, uma reverencia, um suporte, um estamos aí. E a gente retorna para casa  com o coração aquecido por nosso brilho e  poder pessoal tantas vezes ignorados ou esquecidos.
          O encontro de ontem terminou com uma música que descreve com muita propriedade o que buscamos no encontro. A musica diz assim:
                                  When you smile
                                  I can see that faith you have on me
                                  La la la la la la la la la
                                  Oh babe let me love you
                                  La la la la la la la la la
                                  When you smile, smile,
                                  smile, smile, smile.
Que a nossa jornada em busca de nós mesmos seja constante para que, como diz a musica..... dias sim dias não a gente vá sobrevivendo sem arranhão.

domingo, 15 de maio de 2011

Na velha cozinha da 104 o pinguim é testemunha

E  o Picadinho saiu.                                               
Mais um encontro, mais um alomoço do projeto Boa gente, boa mesa.
Graças à Deus com boníssima gente e boníssima comida.
Desta vez contando com a presença de Paulo (diretamente de Curitiba para o almoço).kkkkkkk.
Roberto continua substituindo Henry Bresson, com seu celular/ canyon...
Mas quem roubou a cena desta vez foi Max Miliano José da Silva Sauro. Max para os íntimos. O fiel escudeiro de papai; que a certa altura do almoço quis chamar a atenção e começou a fazer umas acobracias exibindo suas partes. Desencadeando no grupo uma série de contos e memórias sobre cachorros.
E a gente que já está acostumada com a cozinha de Bia, que num outro texto eu chamava de grande utero branco, nos vimos quase colocando panelas sobre panelas na pequena e velha cozinha da 104.
E como diz o título desta postagem o pinguim sobre a geladeira assistia a tudo.
Valeu, again...
Valeu a comida e valeu a oportunidade de estar mais uma vez com amigos que somam nas horas certas e, mais ainda, nas horas incertas.
Assim fica o meu brinde (com água) ao projeto que leva o nome de Boa gente, Boa mesa.
Parabéns Marina!
Parabéns Max!
Obrigada Bob!
Vida longa a nós todos!