quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Ano novo. Vida nova?



                                                                           

                           Final de ano. Ano de 2016. Uffa!! Acabou!!
Tanta coisa para repassar. Tantos sonhos perdidos. Quanta esperança.
Recebo todo ano mensagens por zap ou email, que se propõem a nos convencer de que um ano novo sem uma atitude nova continua sendo velho.
Assim fico na esperança de que 2017 vai ser bem mais facil, uma vez que o momento me força a tomar atitudes diferentes.
Tomar as redeas da minha vida, tão esquecida. Tomar a frente nos negocios. Cortar gastos.Fazer novas conexões e principalmente perdoar. Há épocas em que as abelhas não dão mais mel. Bom seria lembrar de todo o trabalho feito outrora.
Pois então já estamos no dia 12 de janeiro e estou tentando mudar minhas atitudes. Deus me proteja de mim, da minha acomodação, da minha preguiça e da minha confiança cega onde já não tiver mais mel.
Desesperar... jamais!
É tempo de viver coisas novas. De estar aberto e construir, seja o que for. Gosto da palavra construção.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

De como Vyrna teve o fim que mereceu ou ( Fechando um ciclo)



             


     Hoje as 9 hs da manhã Vyrna descansou literalmente. Fechando mais um ciclo do sítio do Arco da velha. Foi ela quem fechou a historia de Ilse, Lito, Emilia , Lelo e Alfredo. A foto acima é de Julho deste ano. Dois meses atrás, já emagrecendo.
Vou contar um pouco da trajetória desta guerreira.
Por motivos óbvios, que eu entendo bem, Vyrna foi dada para adoção. E foi neste processo que ela chegou aqui no sitio. Papai foi ao mercado e estava acontecendo uma feirinha de doação e ele a trouxe.
Era doida por papai. Mas papai se acidentou e foi para a clinica, e ela ficou só com saudades dele. Depois papai foi para Brasilia e ela ficou com mamãe. Mamãe faleceu, vovó faleceu e ela ficou aqui só. Demos para Oswaldo e ela fugiu e voltou. Não tinha caseiro nesta época e ela pulou o muro e ficou tomando conta da casa. Sem comida e sem agua até que ele mesmo percebeu que ela estava aqui e providenciou ração.
Papai foi morar em Brasilia e ela ficou. Outra vez com saudades. Quebrou uma costela pulando os muros para passear, o que só foi percebido meses depois do acontecido. Ficou cega de um olho, mas ainda era a mesma sorridente. Só deixou de sorrir quando ficou cega do segundo olho pois não sabia se estava de frente para alguem para sorrir como antes. Em Março deste ano ela ficou totalmente cega e viemos para ver o que fazer. Passou por uma cirurgia p secar o olho.
Mas.... parece que foi doído demais ficar no escuro. Nesses seis meses ela fiou um mês presa na coleira na varanda do chalé. Caiu outra vez na piscina e ainda mais uma vez. Ficava nadando cansada porque não tinha como ver a borda e sair.
Cercamos parte do terreno para que ela ficasse isolada para reaprender o ambiente, não cair na piscina e ter sossego sem as outras cadelas para brigarem com ela.
Nesses seis meses ela emagreceu 7 ks. Já era magra antes da doença. Insuficiência Renal.
Ultimamente esteve deitada por dois meses. Sem forças. Há dois dias deixou de andar e depois de muito sofrimento decidimos sacrifica-la. Isto nos pesava o peito. Comia cada vez menos. Hj ela seria sacrificada as 15hs.
Acordei cedo, varri o quintal embrulhei-a numa coberta e a coloquei no colo. Fiquei de 7 30 as 9 00 embalando, conversando e beijando ela. Acendemos incenso e coloquei uma musica relaxante para cães que estão doentes.
 Assim ela se foi, no meu colo, quentinha. Pude estar junto nos ultimos instantes de sua vida.
Graças à Deus nos poupou da Eutanasia. Teve a morte que merecia.
Embalei a na coberta , pus no carrinho de mão e a sepultamos lá atras. As outras cadelas seguiram o cortejo e agora descansam.
Compartilho aqui algumas fotos.Compartilho ainda o sentimento de alívio e missão cumprida por ter conseguida dar um fim amoroso para nossa amiga.
Sei que ela está com o pai maior. Quanto  a mim estou em paz. Olho para o quintal e sei que não vou mais vê-la definhando.
O sentimento é de profunda gratidão. O  ciclo foi cumprido com  amorosidade e leveza, como entendo que tem que ser.


                                                                  Com Julia em 2013




Comigo, tia Irene e Menina em 2011



domingo, 14 de agosto de 2016

Um lugar seguro chamado EU


                                                                           


Ainda em tempo uma revista séria se propõe a falar da atual Quiet revolution.
Parabéns para a revista de domingo.
O artigo foi escrito de forma séria e clara.
Posso falar por mim mesma que sempre observei mais do que falei, embora a minha fama seja de alegre e extrovertida. E muitas vezes palestrar no lugar de falar percebo que com a idade a introspecção vem tomando parte de mim mais e mais.
Como diz no artigo há um lugar seguro chamado EU. É reconfortante estar comigo, ainda que só.
Este lugar que o artigo fala é bem grande e assim está sempre cheio de gente, de recordações e , graças à Deus, de mim.
No momento estar ali é bem gostoso e não sinto falta de outras coisas como antes.
Outro dia falava com Bia que bati em retirada nos ultimos tempos. 
É um processo de estar mais comigo neste lugar nem sempre tranquilo.
A gente muda e posso ter mudado ultimamente, mas me lembro de ter a vida toda estado num lugar de observador ainda que com a casa cheia. Quantas vezes a casa de Itaipava recebia mais de 20 pessoas e eu sentava num canto a observar apenas.
Garanto que não é um lugar de exclusão.
De lá faço planos, penso no que fazer e onde ir, mas estar ali é uma benção neste mundo de zaps ininterruptos e facebook exagerado.
Para aqueles que talvez estejam estranhando quero deixar o meu recado.
" Estou bem e não esqueci de ninguém." 
Beijo, a todos que de uma maneira ou de outra, aceitam nossos momentos tão diversificados.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Assim é se lhe parece



                                                                               


                           Náo , este não é um texto de Pirandello.
                           Venho contar mais um caso divertido. Em um almoço recente aqui em casa Roberto, o amigo das fotos documentava pratos e pessoas e se encantava com uma bromélia fotografando-a mais de uma vez. Quando percebemos ele nos disse estar encantado com a cor da flor.
Conceição confirmava suas opiniões sobre a planta, afinal mulher é para isso também. Dar força ao marido.
Acontece que a Bromélia não era verdadeira. Era uma cópia muito bem feita, mas ainda assim respirava e se mantinha viçosa mesmo sem água ou sol na medida certa.
Disse a ele... " Bob é de mentirinha" Incrédulo me olhou e disse "Para! Chegou mais perto para se certificar da informação e caiu numa risada seguida da risada de quase todos que estavam na sala.
Respondeu" Tudo bem... Deu AQUELA foto! Tô feliz!
 No que eu completei  a verdadeira foto da bromélia falsa.
Conclusão: Quem tem feeling de artista e bondade nos julgamentos pode se surpreender aqui e acolá.
Roberto tem como hobby fotografar a natureza e o faz com maestria.
Há alguns dias ele fotografou uns cavalos na sua caminhada matinal e as  enviou para mim. Mandei emoldurar e levarei para Itaipava em Julho. Conceição e Bob fica o convite para irem me visitar e ver os cavalos nas paredes.Bjs

domingo, 22 de maio de 2016

Parece que a alegria está saindo nas pontinhas dos pés.





          Celinha, como é carinhosamente chamada por Paulo, seu companheiro há 60 anos, caiu. Foi internada e está com um coágulo na cabeça. Devido a idade não convém que operem.
Está na UTI desde a madrugada de 19 para 20 de maio.
Para quem está aqui ao lado a impressão que fica é que a alegria está saindo na pontinha dos pés de sua casa.
P.S. Dois meses depois de sua morte venho mais uma vez prestar a minha homenagem a esta mulher que foi alegre e severa. Bondosa e assertiva. Em 19 de julho Célia descansou. Eu estava na serra e pude testemunhar no ser funeral o quanto foi amada.
Durante o velório um de seus filhos me disse ao meu  ouvido o seguinte. " As duas estão juntas agora aprontando lá de cima." Gostei de ouvir a frase e pedi a Deus que ele tenha razão.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Minha cabeça abandonou minha voz



                                                                                           



Nossa cabeça é um computador. E como tal, as vezes deleta algo ainda que contra a nossa vontade. Já perceberam como o computador tem vontade própria?
Costumo dizer para os amigos que penso no Alzheimer como um computador, que, cheio demais de informação começa a deletar arquivos inteiros. Quem já perdeu um arquivo sabe da agonia que estou falando..
Não é que eu esteja dizendo que o Alemão anda me rondando, mas que preciso cada vez mais de listinhas, preciso.
É uma barbarie. Estou fazendo uma monografia e às vezes as ideias vão assim como vieram. Outro dia me peguei dizendo para a minha companheira de monografia, Christina Costa, que não podemos demorar muito ou não escreveremos nada.
Preciso escrever o tempo todo, ou... esqueço.
Ou melhor, deleto.
Teve uma época, no nosso estágio que trabalhavamos em duas escolas. Outro dia nós nos despedíamos e eu disse... Então a gente se vê amanha na escola. E Chris perguntou... Que escola? Detalhe: no momento só trabalhamos em uma.
É como se minha cabeça tivesse abandonado a minha voz. Triste assim!!!
Meno male. Não estou sozinha nessa encrenca.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Voltando a Maragogi


                                                                                 


                                                                                  
    

                     De passagem só para dar uma dica daquelas.
Indo ao Salinas do Maragogi não deixe de visitar a ferinha na areia do hotel. A vendedora é muito bem preparada e simpática e os biquínis bonitos e de ótima qualidade. O nome dela é Neide.
            Aprovo e recomendo para todos que venham a ler este texto. Bj e até a próxima.
                                                                                                                           Angela