quinta-feira, 23 de abril de 2026

PIRENÓPOLIS

         

           Pirenópolis est une petite ville de l'Etad de Goiás fondée en 1727. 

 La ville á été classée au patrimoine mondial de l' Unesco en 1988.

C' est l' une des ville le plus touristiques du centre Ouest.

Voici quelques idées de visistes, activités sportives et cultureles.

le nom est un homnage à la Serra de pirinnées,frontière naturelle entre la France et l`Espagne.

Il y a le chemim de Cora Coralina c'est  un long itinéraire d' environ 300 kilometres a Goiás et passant par Pirenópolis. 

Il offre de paysages ruraux, des cascades et la culture locale.

La festa do Divino, du 5 de avril an 4 juin une des célébrations religieuse e culturel, les plus traditionnelles et populaires au Bresil, herritée du Portugal.
  
Visitez le centre historique et découvrez ses boutiques, réstaurants, ses eglises et ses maison d'hôte.
Le principal symbol Culturrel est la figure masquée qui represénte l' irreverence et la liberté.

quinta-feira, 12 de março de 2026


                                     


                                                 Clube do choro. Mercedes e Indiana


                  Andei sumida de tudo. Fui para bem longe de mim e estou voltando a pé; e isto inclui o Clube do Choro, que tanto gosto.

Pois bem; ontem a noite desfrutamos de mais um show , Mercedes Sossa  por Indiana Nomma.

Indiana é  uma cantora hondurenha-brasileira, filha de pais brasileiros exilados durante a ditadura militar, que mora em São Paulo, mas que as vezes nos presenteia com sua voz e presença de palco  únicas. Bonita, iluminada, dona de um vozerão e comprometidíssima com a América do Sul. Aquela pessoa que levanta um auditório. Aquele show que tem alma  e  presença de arrepiar que faz voce acordar no dia seguinte pensando nele.

Em determinado momento quase me senti não pertencente a este continente. Como se o Brasil  ficasse um pouco a parte das lutas por sobrevivencia e identidade.

Indiana viveu a revolução ocorrida entre 1979 e 1990 que põs fim a uma ditadura instaurada no país desde 1936.

Sempre vi Mercedes como alguém que  tinha tanto uma voz forte e linda com uma sabedoria e capacidade de se reinventar, continuando fosse qual fosse a luta, E isso me fez respeita-la e ser sua fã.

Volver aos 17, Maria Maria, Anos, Gacias a  la vida são musicas que foram feitas por uma mulher, Violeta de Parra para serem interpretadas por outras mulheres. Nada contra os interpretes masculinos;

mas a própria natureza delas facilita a condição de ir e voltar quantas vezes forem necessárias e   mais  fortalecidas. 

Enfim foi um show que deu voz a América do Sul, suas lutas e seu povo forte.

Num ano em que o feminicídio no Brasil e no mundo parece assolar o planeta assistir um show desses nos lembra que não viemos aqui a passeio.

Parabéns a Violeta, Mercedes, Indiana e ao clube do choro por manter essas memórias vivas.

                 

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

A pequena vida de Lucinha

 



                               As vezes me pego pensando nos destinos de vida de algumas pessoas.

Lucinha eh uma morena de estatura pequena, que nasceu numa cidadezinha do Maranhão, cabelão e muita simpatia. Trabalha numa loja de bijuteria montando peças. Trabalho num cantinho de 1 metro por 1. Encolhida entre miçangas, fechos, correntes e fios de nylon.

Fico pensando que Lucinha veio para viver uma vida encolhida pelo espaço, pelo seu tamanho, pelo seu salário.

É forte porque teve uma avó forte, mas a vida insiste em encolhê-la. Seja pela vida difícil, pelo marido que não a valoriza , seja pelo filho especial de sete anos que tem. Graças a Deus e à sua garra eh simpática e consegue carregar o fardo só. Coisa de mulher. o ultimo drama de Lucinha tem sido a rejeição das escolas em acolher o filho.

Penso que Lucinha deve ter sido criada para nem levantar a cabeça. " Não se estica que a cama eh curta" ou ainda. Não se empina não, vai como os outros Me admira bastante ainda estar por aí tocando essa miniatura de vida . Lucinha eh baixinha, a grana eh curta, o filho já veio "encurtado", o marido eh "pequeno" para com ela.

Mesquinho mesmo, o que eh um encurtamento terrível do ser humano.

Chego na loja e ela está sempre sorrindo. Destino pequeno, sem qualidade de vida, mas uma força e uma simpatia de uma loba. Já se acostumou em não ter um espaço para viver. O único espaço que tem eh a sua fé na vida que a faz ainda não ter naufragado. 

Te admiro, Minha Pequena e peço a Deus que sua vida consiga se espandir de algum modo. Nunca eh tarde!


sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Biodanza: Um resgate de nós mesmos

 



                   É comum, ao termino das minhas sessões de Biodanza, os alunos e ajudantes me agradecerem pelo trabalho. Na ocasião sempre peço que não me agradeçam e tento  conscientizá-los que não fiz nada. Apenas acessei o que já tinha dentro deles, ou digo que é a Bio quem trabalhou e eu só fui um instrumento.


Quando chego na próxima aula faço questão de esclarecer minha fala na roda de chegada. Abro aspas: 

Todos nós nascemos com luz suficiente para brilharmos e vivermos plenamente. Infelizmente a cultura , com suas distorções vai nos podando e apagando nossa luz original. A cultura quer que sirvamos mas não nos permite sermos quem somos; Explico: Algumas atitudes que são reforçadas pela cultura e que seguimos sem questionar. Infelizmente se tornam Lei

Situação 1: Devo me comportar e servir aos outros sempre. Nada contra, se pudéssemos também servir a nós mesmos sem culpa.

Situação 2: Sofri uma decepção amorosa. Melhor nunca mais amar. Assim prefiro não me envolver. Mas esquecemos que quem não se envolve não se desenvolve e daí pra frente amamos "torto".

Situação 3: Nasci autentico e alegre, mas muitas vezes ri alto demais e a sociedade me olhou com olhos que condenam. Que eu faço? Me encolho caverna a dentro.

Situação 4:: Nós, mulheres, somos criadas para passarmos por" santas", o que é uma amputaçao. Curioso perceber o que isso faz em algumas de nós. Cada vez mais as mulheres expõem seus corpos em decotes exagerados, unhas exageradas, e por aí vai. O mundo vulgarizou demais o feminino; No entretanto, na night, é comum percebermos que muitas vezes as mulheres que estão menos expostas são as que tem a cabeça mais aberta e conseguem ser si mesmas, donas do seu corpo e de  suas decisões.

Situação 5: Sou homem . Não choro, não imploro, não me apego. Não sofro. Será?

Poderíamos engrossar essa lista , mas fica para outra postagem.

Vamos então olhar com carinho para as 5 " verdades" que as pessoas seguem sem questionar:

1. Por medo me dobro à cultura e me comporto como " manda o figurino".

2. Esta história eu já conheço e se me entregar novamente vou sofrer igual.

3. Preciso ter um semblante sério ou não inspiro confiança. Adoecemos quando não somos espontâneos

4. Prefiro seguir como "gado" do que me expor e ser julgado. Meus gestos eu engesso. Quem sabe no futuro...

5. Chorar, brincar, me entregar, rir bastante pode me comprometer no trabalho e na vida pessoal e não merecer mais credibilidade. Assim sigo neste "papel" que me é conveniente Criamos um personagem " perfeito". Quem sabe assim logro respeito e admiração? ( Admiração de quem já morreu e não sabe)

O que podemos perceber apenas com o material acima.

   Me escondo e apareço só numa janelinha em grupos de romance, namoro, paquera. Virtual, claro. Se ao vivo as vezes compramos gato por lebre, imaginem on line. Fora que passa a imagem de mercadoria, como no tempo dos escravos, quando o comprador olhava os dentes, etc.

É mais seguro e não preciso mostrar a cara. Ponho uma fotinha e já me apresentei. Espero curtidas. Fico feliz e corro um serio risco de ser usado, mas com a ilusão de que estou me protegendo. 

O ser humano nunca esteve tão só. E a solidão dói. É comum as pessoas dizerem que tem inúmeros seguidores e "amigos". Infelizmente o homem de hoje pensa que as mídias o adoram. Vaidade, ilusão e solidão. Melhor seria ter 10 ou 12 e poder ser quem a gente quer ser. Evitar enterrar a nossa criança. Não permitir desconhecer-se.

Quantos trabalhos terapêutico hoje em dia tentam curar a nossa" criança ferida"!!!

Nos engessaram e nós não só concordamos como nos consideramos cidadãos felizes e de boa fé.

 Pois bem a Biodanza vem ajudar a tirar o gesso, a máscara, a ilusão , a própria ignorância. O amigo  ao vivo te olha nos olhos. É um convite a mostrar a verdadeira face, rir, chorar, gozar, desistir, se arrepender, tentar novamente,  diluir se em abraços, e novas ideias e maneiras de viver. VIVER! Poucos , mas verdadeiros serão seus amigos. Amigos que aceitam nossos filhos com suas escolhas e por aí vai. Acredite isso não tem preço.

Isto é mágico, mas não é ensinado pela sociedade. A Bio tem como proposito um trabalho sério de escavação e busca de nós mesmo.

A Bio é um convite para sairmos da caverna que nós próprios criamos. A Bio, numa linguagem mais primaria, é aquele coleguinha da infância te chamando para ir brincar e experimentar a vida.

Não preciso que me agradeçam ao final das aulas. Apenas puxei o cordão de Ariadne. Mas cada um que 

chega com este agradecimento me diz nas entrelinhas que foi acessado. Que tá bem e que ainda dá tempo.

Minha proposta. Dê as costas para o medo do julgamento e arrisque se. É um caminho sem volta. Ainda dá tempo de viver com mais qualidade de vida, com sua real identidade e, principalmente com capacidade de separar o joio do trigo. Reforçar uma identidade saudável é fundamental, antes de tudo e de todos.

"O homem precisa morrer várias vezes para viver bem." disse Nietsche

Ainda dá tempo!!!!  Feliz renascimento e vida prospera de autenticidade. Q tal se a gente começar a pensar em usar as redes sociais a favor da vida  e não da ilusão? Te desejo vida. Não desistam de si mesmos. Não se escondam!!!

É mais feliz quem é mais autentico. O cara a cara supera qualquer relação virtual.

Chega de relacionamentos líquidos!

Gratidão!!!



sexta-feira, 6 de maio de 2022

Sempre uma lenda ou Ecologia interna

                      

    
                         O que seria de nosso consciente coletivo e nossa vida literária se não houvessem os mitos, as lendas e as fábulas para dar mais vida às nossas impressões do mundo.
                         Como todos sabemos qualquer formatura requer um juramento e não é diferente com a medicina. Isso vem do tempo de Hipócrates, o Deus da cura.  
O que talvez poucos saibam é que existe uma lenda  mais ou menos assim. As pessoas procuravam Hipócrates para serem curadas, porém antes de serem atendidas por ele eles eram recepcionados naquela floresta por uma jovem, filha de Hipócrates que se chamava Higia. O que Higia fazia então, era ir, passeando pela floresta com os enfermos, mostrando a natureza, a floresta, as cachoeiras, molhando os pés, limpando os pensamentos conversando com as pessoas, ouvindo suas dores... o que hj seria a nossa triagem, digamos, de uma maneira mais humana e holística. Higia fazia esta limpeza mental, fisica e emocional no coração das pessoas com tamanha amorosidade que muitas daquelas pessoas nem chegavam à hipócrates. Se curavam pelo caminho. Atente, leitor amigo, ao valor do tempo, da dsiponibilidade e da boa vontade em atender aso necessitados . Daí a palavra higiene, vindo de Higia. 
Nestes tempos de pandemia, tive covid, mas não fui internada, mas quero crer que , apesar do estado caótico da medicina muitos enfermos tenham se deparado com as Higias que ainda existem por aí, porque o caminho, para tudo é a amorosidade e o não julgamento.
Sempre uma lenda.
A foto acima foi tirada num panteão em Atenas, Grecia.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Belfast

 




             Ter ido assistir Belfast no cinema me fez pensar naqueles que  um dia, em duvida, mas prevalecendo a esperança imigraram para outros continentes. Atitude de coragem ou desespero?

O que leva as famílias a optarem por uma outra vida longe da sua pátria? 

Sendo neta de imigrantes, no meu caso tanto de Portugal quanto da Alemanha , logo cedo tomei consciência da delicadeza desse tipo de decisão. Os avós de minha mãe deixaram Alemanha de navio partindo do Porto de Hamburgo em 1920. Minha avó tinha então 10 anos.

Da parte de meu pai meus avós deixaram o Portugal por Lisboa. A fé em dias melhores foi o motor  de ambas as famílias. Mas não deve ter sido fácil tentar vida em outro país, que não o seu. Talvez daí minha fé na vida.

Não me desespero por pouco. Sei que tudo já estava escrito e quem tem amor dentro de si não foge à" luta."

Sendo assim o mínimo que devemos fazer em memória dos nossos antepassados é tentar ser feliz para fazer valer suas vidas, escolhas e decisões.

A ancestralidade das famílias deve sempre ser reverenciada. Assim dedico este texto àqueles que ficaram, àqueles que se foram e àqueles que se perderam. No momento deixo você, leitor, à revelia porque poderia passar uma noite detalhando tamanha bravura. Não faltara oportunidade. Em breve volto e falo dos que se perderam.

Um abraço!



quarta-feira, 6 de abril de 2022

O jardim e a alma


Dia desses conversava com João sobre o arquétipo da casa e de seus cômodos.
É bíblico que a casa é o arquétipo da nossa morada. Não sou digno que entreis em minha morada , mas dizei uma só palavra e serei salvo.
Acredito piamente que seremos salvos se estivermos atentos!
Vejamos então uma coisa. Quantas vezes achamos a casa a cara do seu morador. Isto é bom; sinal de que estamos alinhados com os nossos sentimentos. 
Ora, se a casa é a representação da nossa morada, nosso ser, o jardim seria a representação de que ?
O jardim representa nossa alma ; por isso uma casa bonita onde não tem um jardim simples que seja, é uma casa sem alma e representa um materialismo exagerado ou  falta de espiritualidade no dono.
Claro tomemos cuidado ao julgar. 
As vezes um charuto é só um charuto!
No meu caso fico bem triste quando meu jardim no sitio fica largado. Por que estarei eu desmerecendo um trabalho mais árduo de alma. A alma é nossa expressão mais verdadeira. Se a delegamos a segundo plano começamos a viver de teorias e não daquilo que nos representa. Isto pode nos custar caro? Sim.
Se não nos trabalharmos para nos conhecermos a fundo quem fará isso por nós?
E qual  o bônus de tal esquecimento?
Olhar com coragem e com carinho nossas dores nos  liberta porque passamos a realmente perdoar e seguir nossa vida sendo fiel a tudo que pensamos com alma e não o que a cultura pensa por nós. Chega de seguir regras feitas. Escrevamos a nossa historia. Sejamos protagonista e autor! É um caminho sem volta. Ou nos conhecemos ou perdemos tempo com escolhas que não somam na nossa caminhada.
Sendo assim , desejo com toda minha alma  que você repense suas escolhas, seus medos, seus amores porque não tem outro caminho. Não viemos aqui à passeio. Mas, te garanto a colheita pode ser exuberante. depende apenas de cada um de nós. Ainda dá tempo. Sempre dá.. Boa sorte no processo pelo qual você veio para este planeta!!!


 

terça-feira, 5 de abril de 2022

O universo e suas conspirações

                                                                   

 É fato que o universo está sempre conspirando a nosso favor. 

Há quem não acredite. E tem aqueles que acreditam mas não fazem a sua parte.

Explico:... Precisamos sempre estar em sintonia com as nossas ideias e nosso planos e colocarmos nossas querências para que ele possa se movimentar e trazer  o que pedimos ou levar o que não nos interessa mais.

O que vejo por aí é gente que nem sabe o que quer. Ou se satisfaz com o que aparece.

Ora o vento não sopra a favor de quem não sabe onde quer ir.

Deepak Chopra vai mais longe e sugere que a gente nomeie o que ou quem queremos e que escrevamos sobre o que queremos ou desenhemos nossos sonhos com detalhes. 

Manda quem pode... obedece quem tem juízo. assim, fica aqui o meu recado:..... Pare, medite e decida o que você quer e te garanto que o universo vai conspirar rapidamente a seu favor.

Não me acreditem. Experimentem. Boa sorte

domingo, 21 de novembro de 2021

Nada é ao acaso

  1.                                                                                                                                   
  2.                     Cada um tem seu próprio tempo. Mas precisa arrumar tempo para escrever suas histórias. Nada é ao acaso. Que alívio que é ver nossa alma ser acariciada aqui e acolá novamente num turbilhão de emoções. \as coisas dando outro ritmo. A pele voltando a ter viço. Os olhos a brilhar. E a gente deixar fluir a leitura de nossa história.  Sem medo nem cautela ir deixando fluir.
  3. Ser coração acima de tudo. Pulsar. sim; porque o coração não falha. A voz do coração é essencial e o essencial é visível aos olhos. É muito mais que essa frase. Ah se é! O sinto é de cada um e que ninguém ouse entender porque viver supera qualquer entendimento, já dizia Clarice. É o portal que poucos abrem no caminhar dessa terra. Essa é a grande magia da vida. É centelha de luz. É o desmanchar-se de amor
  4. .
  5. Este texto foi escrito as 2 da manha em parceria com minha irmã, amiga Marta. Minha profunda reverencia à você, querida por ter tanta luz e amor dentro de você; e loucura suficiente para juntar tudo isso e ainda rir das feridas do caminho. Gratidão. E, lembre-se: Tocar o foda-se é preciso some times!!!

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Para sempre João

 


         




               Por volta de de 1999 em um baile conheci João. Sentada de pernas cruzadas, após dançar uma serie de musicas, não percebi que para ele passar precisaria encolher as pernas. Pedi desculpas e ele prontamente respondeu... Ñada não, suas pernas valem a pena! sentou-se a mesa e papo vem papo vai me prontifiquei a cuidar dele e assim vivemos um amor bem bacana durante um bom tempo. João é desses homens encantadores que cuida e é gentil o tempo todo com a gente. Um querido. Infelizmente , na época, recem separado, buscava uma mae para sua filha. Eu ja tinha minhas duas e não queria isso. Acabou. Mas lá no coração nunca fechei a porta, embora a mente dissesse o contrario. Ai San Tiaguinho me ajude!!!! Embora João fosse um porto seguro ele tem uma personalidade muito calma mas a intimidade é intensa de emoções.

Hoje, 22 anos depois me peguei um dia de frente para o Bolero, onde dançavamos e senti uma saudade grande de tudo que vivi ali. Mas, agora viuva, me perguntava com quem poderia dançar. O que eu não imaginava era que eu fosse sondar no Face se Joao estava vivo, a conselho de Marina. Sim ele está vivinho da Silva. Dá um Oi, disse ela. Me neguei. Tinha medo dele estar comprometido. Dizem as lobas que quando a gente está procurando algo este algo tambem esta procurando por nós. Muito bem. Quinze dias depois aparece a carinha dele no messenger com uma mensagem para mim. Perplexa não sabia se respondia ou não. Mas.... não se diz não à vida, né. Nunca! Daí começamos um papo . Eu viuva. Ele separado de uma união de 15 anos..... netos. Eu netas... E por aí vai.

O objetivo deste texto é a perplexidade que estou vivendo no momento por ter reencontrado este amor que me encanta e me faz plena. Durmo e acordo pensando em voce, João. Parece que o intervalo não existiu. Juntos ouvimos as mesmas musicas, revemos os mesmo objetos que compramos juntos e lembramos falas e gestos que outrora nutria nossa relação. Envelhecemos um pouco, mas nossa criança interior está gritando que quer brincar. Sinal que não nos ferimos lá atras. Este texto não tem intenção de ter cunho religioso mas peço a Maria que passe na frente e proteja nosso reencontro e nos dê tempo para nos amarmos e vivermos tudo que ainda pudermos viver. Amar é bom. Faz bem. A saúde agradece. Amar você então.... é um presente. Sou uma mulher de sorte. Deus nos proteja e abençoe nossos sonhos. Declaro neste momento que estou amando outra vez com a melhor das intençoes de te fazer feliz, querido.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Eu mais uma vez em busca de mim

                                                                             

                                                                                        



                                            Essa busca de si próprio parece não nos deixar nunca. Em terapia gosto muito de comentar e escarafunchar meus sonhos. Eles me revelam e claramente entendo o meu momento. Dia desses analisávamos um de meus recentes sonhos e mais uma vez me percebi buscando a mim mesma.

Sim. Cada vez que algo significante muda em nossas vidas partimos em busca de nós mesmos again e again. 

Depois que Wilson se foi mais um conceito passou a fazer parte de minha historia. Viúva. Já fui filha, neta, mãe, irmã, sobrinha, professora, namorada, esposa, etc...

Hoje quando penso em minha identidade percebo que sou: mãe, avó, sogra, viúva, amiga, paciente, buscadora. A vida é dinamica e cada hora uma carapuça nos serve; o que vai nos guiando vida a fora.

Aqui e acolá comento algo com Bia, com Vera, com uma amiga. Nesses novos tempos de viuvez tenho buscado um pouco do meu passado. Meus primos, primas, colegas de infância e mocidade. Não tinha entendido o movimento até que Bia pontuou que eu estava fazendo uma busca da Angela lá de tras. Antes de Zé, de Bia, de Marina, de Wilson. A Angela prima da Ro, da outra Ro, do Roberto, do Paulo, da Nely da Maria Alice e outros. Também tenho buscado as tias. Hoje apenas duas. Uma por parte do pai outra por parte da mãe.

Tenho um corredor de fotos antigas no meu corredor onde posso ver e acompanhar minha historia. E cada dia a parede mostra mais uma foto. Um namorado de juventude, uma tia distante, netos do Wilson.

É uma busca gostosa, me parece. Pessoas que me dão noticias de mim e que me lembram que houve tempo em que pensávamos que o céu era perto JUNTOS ! Ou seja temos historias, liga, coisas em comum.

Este texto aconteceu depois de trabalhar um sonho onde eu colocava meu cpf e vinha uma quantidade enorme de folhas p imprimir. Folhas embaralhadas. Um dossie. Ficou claro o texto? Ainda nos sonho queria tirar uma foto com minha mae e meu pai e eles não estavam. Aí... Eureka! chegamos a este emaranhado de vidas e de identidades que a gente tem, ja teve ou terá enquanto vivermos.

E a busca continua. Tem dias que sinto falta de ser filha, outros de ser esposa. Uma grande colcha de retalho ou como diria uma bruxa... Um caldeirão de personalidades, emoções e momentos vividos. Um brinde a todo este dossie que eu não conseguia organizar no sonho e me frustrava e pela noa vontade de rever o sonho com Raquel. Minha gratidão por cada riso ou lagrima caída em terapia porque entender-se pode ser consolador e muito rico para nossa alma e para aceitação de cada fase da vida com clareza e reverência.


quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Tempo tempo tempo tempo

                                                           


                                                                                  

                            De tempos para cá eu conheço bem o medo de ir embora. As vezes acordo triste e nem sei o  porque. Uma angustia, um descontentamento. Quantas vezes me olhei no espelho e gostava do que via, mas aos poucos aquela imagem foi mudando e dando espaço a um outro tipo de mulher.Onde e quando perdi minha face? Sim! Queiramos ou não o tempo vai passar. De algum jeito vai passar. Chronus vai nos engolir. E nada que interessa se pode guardar. Eu que existindo tudo comigo, depende só de mim. Tento deixar tudo como está. Se puder sem medo.

 Quero enfrentar a insonia como gente grande. A minha insanidade é tudo que me resta. É farsa esta minha voz tranquila. Deixa eu sonhar que o tempo não tem pressa. Porque aqui no coração eu sei que vou morrer um pouco a cada dia. Diz Oswaldo.

A amargura e o tempo vão deixar meu corpo  minha alma vazia. Mas afinal.... Onde eu me reconheço? Na foto passada ou no espelho de agora? Quantos segredos que guardei com medo agora ninguém quer saber. Continua Oswaldo. 

Partiu reagir, tentar ser feliz, fazer planos, estar no movimento da vida. Diz Raquel. Dias sim dias não vamos sobrevivendo, mas quero viver e não apenas sobreviver. Rir de tudo e de todos, inclusive de mim.

É preciso ter força e fé. Cada dia mais. Towanda!


* esse texto é uma colcha de retalhos onde pedaços vem de Caetano, Cecília e outros.



quinta-feira, 16 de julho de 2020

Transplante do coração




   



                    lendo o livro O carrasco do amor de Irvin Yalom me deparei com a expressão " Transplante do coração" sendo usada para se referir à Terapia. 
Pensando um pouco sobre a angustia existencial que tenho sentido me  pego questionando até quando vou culpar a viuvez, a pandemia, o envelhecer e tantas desculpas que tenho dado para o sentimento, que, nada mais é do que a falta de controle.Ou impossibilidade exercer este controle.
Sim. Desde que me entendo por gente que tento controlar tudo, desde uma receita até o que fazer numa viagem . Fiz 10 anos de yoga  mas não logrei diminuir o controle.
Com a velhice dando as caras fico tentando prever o futuro e a possível dor que ele pode me trazer em relação à morte. Energia gasta à toa. Seja o que for o que o futuro me reserve eu não poderei muda-lo.
Assim o medo do futuro, da morte, da pandemia, e tantos outros me apontam o dedo tentando me dizer.  Você naõ tem controle!.
Durante a vida tive muitas vezes que tomar a frente segurando barras como: acabar de criar as filhas, a morte de minha mão, a casa de Itaipava, a internação de meu pai, sua morte Todas estas situações de vida me fizeram controlar ainda mais as coisas para que nada desse errado. Não deixa de ser uma ilusão.
Uma vez aposentada e viúva sobra tempo para pensar e arquitetar modos de controle. 
                 Mas se tudo começa , termina e vive dentro de nós não cabe aqui apontar dedos.
O que está ruim no presente me pergunta a terapeuta? Silencio. Vago a varrer a memória, mas chego a conclusão que preciso trabalhar não os outros ou as situações de vida, mas entender que já que não devo continuar tentando controlar minha vida poderia ter mais leveza neste envelhecer, que é um fato e um fardo.
Voltando ao titulo da postagem entendi que no caso da terapia o transplante do coração seria exatamente tentar tirar do coração os sentimentos que nos enganam, as falsas verdades . A terapia é um farol que nos mostra que somos os personagens e os expectadores de nossas vidas.
Saber então, que depende de mim e não do que me cerca me traz compromisso e um sentimento de capacidade de mudar minha vida. Sinto que depois deste insight já não poderei mais fugir de mim e se sou eu que estou fazendo confusões que me maltratam encarar a vida com mais leveza.
Estou disposta a ir ao meu encontro para que meu presente seja mais agradável ou menos doído. Afinal sempre há uma esperança!

quinta-feira, 9 de julho de 2020

2020. O ano que não vingou.





                    Pensem na virada do ano de 2020. Quem de nós podia imaginar como seria o ano que ali se iniciava? Penso que ninguém. A esperança de dias melhores enchia nossos corações de certezas. Um novo emprego, uma viagem fantástica e... por aí vai.
Infelizmente para perplexidade mundial um vírus viria por nossos sonhos a baixo.
No Brasil foi constatado mais ou menos no inicio de Março. Prontamente avisei a meus alunos que me afastaria por 15 dias. Iludidos estávamos todos que pensaram que em tão pouco tempo tudo passaria.
O mundo entrou em quarentena, uma neta voltou rapidamente da Itália e a incerteza começou a nos rondar. Não deveríamos sair de casa ou receber pessoas. Se fosse o caso de ter de ir às ruas teríamos que usar máscaras.
Os jornais anunciavam mortes todos os dias para nosso temor. Vacinas começaram a ser testadas no mundo todo, mas nada de novidade boa.
Os estabelecimentos comerciais foram fechados, os aeroportos, clubes, etc. restaurantes fechando, funcionários sendo demitidos. O mundo virou um caos.
Viagens desmarcadas, sonhos enterrados aqui estamos nós.
 Escrevo este texto no dia 9 de julho e a previsão de uma vacina , por enquanto é para Dezembro.
Conforme a quarentena se prolonga profissionais começaram a trabalhar on line e as escolas idem. Já foi computado um semestre on line e, até agora, não se tem noticia de voltar a ter aulas presenciais. Como se não bastasse a distancia e o isolamento dos nossos queridos , nos foi proibido os abraços e beijos. Um drama!
Quatro meses já se passaram e o emocional de todos nós anda por um triz. Um vazio nos preenche a cada dia que passa e as notícias nos preocupam com o numero de mortos aumentando.
Há quem diga que quando isso tudo acabar nos abraçaremos mais, daremos valor a outras coisas e o que nos foi caro um dia será ainda mais.
Eu, particularmente, estou bem mal. Um choro preso me pressiona o peito. Os pensamentos enchem nossa mente de tristeza e  insegurança. O panorama atual nos lembra a finitude. Tenhamos fé, os zaps nos cobram diariamente. Enquanto isso adotamos uma rotina cada dia mais on line. Acenamos bjs e abraços, mas estamos vazios. Estamos ocos , sem miolo. A mim me parece que em algum momento eu escapei de mim. Quero abraçar e não posso. Preciso me rechear novamente de mim. Muitos já estão tentando esta mesma tática. No meu caso só volto as atividades depois que todos formos vacinados. Trabalho com Biodanza, técnica muito tátil. Impossível pratica-la on line.
Infelizmente então só ano que vem. Me entristeço, mas procuro entender que não sou só eu que estou perdendo com toda esta Pandemia.
Nunca rezamos tanto, embora fora dos templos.
De minha parte, embora saiba que para Deus nada está errado peço a à Deus que tudo termine logo e que saiamos desta situação com nova ótica para a vida, para os relacionamentos e para o planeta.
Reinventados. E para melhor!
 Desejo de todo o coração que as pessoas sustentem a fé que ainda nos resta para nos sentirmos menos mal do que temos nos sentido neste ano de 2020. Infelizmente 2020 vai ficar para história e um dia contaremos para as gerações que vierem o tanto que foi difícil, mas que passou. Tudo passa.

terça-feira, 7 de julho de 2020

Um novo diagnóstico e suas consequencias


                                                                               

                       Nos textos anteriores falamos sobre a morte do Wilson em finais de 2017 e tudo que veio depois em 2018.
                      Vamos agora a novidade de 2019. Fui diagnosticada anos atras com Fibromialgia.Em 2019 com dores apesar dos medicamentos procurei um reumato. Para minha surpresa, depois de uma bateria de exames o diagnóstico foi de Artrite Reumatoide.
Troca de medicamentos e inclusão do temido corticoide. No inicio vc fica ótimo, alegre e disposto . Depois de uns quinze dias a balança acusa ganho de peso que vai sendo processado dia a dia mais o inchaço. Da euforia à decepção com o ganho de peso vc se entristece e , comigo, não seria diferente. E meio ao tratamento procurei outro medico por não me sentir assistida com o primeiro. Me sentia perdida e sem ter a quem recorrer. O que aconteceu foi que tirado os antidepressivos de uma vez só meu organismo reagiu num misto de confusão, panico e muita angustia. Já no segundo medico o antidepressivo foi regulado e agora faço uso de Reuquinol.
Mas chega de falar da artrite; quero apenas colocar que não sei ate que ponto meus esquecimentos sérios são parte da idade, se já é a velhice batendo à porta , se é a diminuição do antidepressivo ou se é um acumulo de vazio que vem da descrença de voltar a ser o que se foi um dia.
Por isso este texto faz parte dos textos da Pandemia como disse em outra postagem. Muito tempo a-toa pensando na vida sem se reconhecer. Afinal de contas... KD eu? O que posso planejar, almejar ou sonhar? Voltar ao trabalho só em 2021. Viagens? A Pandemia maltrata muito nós todos. Jovens e idosos. A falta de perspectiva nos tira do prumo e ficamos vagando meio que sem graça e temerosos. Cada dia é um dia e entre eles noites e noites rezando e pedindo a Deus que cure nosso planeta. No zap recebemos inumeras mensagens de fé e otimismo; mas e o controle que achavamos que tinhamos? Ruim demais. Claro que tem gente pior , mas não dá para invalidar a dor e a confusão que o problema nos traz.


Hora de reinventar-se




                    Embora o inicio da viuvez seja doloroso é preciso tomar providencias de todo tipo, o que nos traz aprendizado e mudanças de habitos, de gosto, de situações etc.
Orientada pela familia a gente se moderniza na marra. Paga-se tudo por aplicativos, quase não se vai a Bancos, enxuga-se orçamentos e se pede muito a Deus que aquilo tudo acabe. Mas não acaba. Voce está apenas começando uma nova caminhada e, nesta caminhada, cada dia traz uma novidade e voce se reinventa literalmente. 
No fim do dia voce sente alívio por ter providenciado tantas tarefas, mas então chega a hora de sentir. A noite, já deitada, voce repassa  momentos e mais momentos e chora ainda querendo uma mãozinha estendida para voce não largar nunca mais. Naõ que voce esteja só. Tem muita gente contigo; mas falta aquele alguem. Reza , pede a Deus que durma direto chegando logo o proximo dia. Sentir é dificil!
Nestas horas da noite, já na cama, me lembro da professora de yoga dizendo que toda e qualquer fase de perda leva dois anos para parar de doer. Socorro! Quero minha mãe e meu anjo da guarda comigo! Right now!
Sabe, leitor, o que o Wilson diria nestes momentos?  __" Rapadura é doce mas não é mole nao!"
ou então__" Vamos lá dar jeito na vida"

Sem perspectivas




                  Se ha uma coisa que tenho feito nesta quarentena é pensado na vida. Lembranças. Lembranças. Lembranças. Algumas gostosas outras nem tanto. Bate um misto de nostalgia com arrependimento de alguns feitos. E se tivesse feito diferente? E se não tivessse dito aquilo? e se...?

Em 2017 Wilson se foi de nós. Muito triste viver a viuvez. Mas não se tem lembranças agradaveis?
Claro. Mas recomeçar e se reinventar sózinha demanda coragem e clareza, boa vontade e vitalidade. Acontece que voce se sente meio indivíduo. Tá faltando algo. Tem um "gap" nesta historia e não é facil. Sentimos desamparo embora os amigos e familiares estejam por perto. Me lembro da primeira viagem que fiz para o Rio depois da morte dele. Mãos geladas e angustia no peito. Como o que eu sentia nos primeiros dias de aula na minha infancia. Difícil! Marina me levou ao aeroporto. Mas... como assim, filha? Me leva ate lá dentro do avião! tinha vontade de gritar. Decidi encarar o embarque step by step. Não me sai tão mal, mas embora mantivesse um olhar tranquilo por dentro tava pesado. 
Era final de ano e eu passaria o Ano novo só na serra. Convoquei meu primo, esposa, sogra e neto e minha madrinha a virem ficar comigo. Passado o reveillon eles desceram e a madrinha ainda se manteve uma semana. Depois foi por minha conta. Companhias? A caseira e os cachorros. Transpus um portal importante. Mais ou menos.
Na proxima ida ao Rio fui e voltei com filha, genro e netas. Melhor teria sido de tivessemos ido de mãos dadas. Dali pra frente foi tranquilo. Se conto tudo isso é para que o leitor entenda o inicio da viuvez e o tal do gap que se sente. Já consigo ir ao Rio me sentindo mais leve e empoderada, mas a saudade.....
Agora em quarentena repasso aquele momento porque igual a aquele o momento atual tem seus calafrios e inseguranças.

Em tempos de Pandemia




                    Em meio a Pandemia que ja dura quatro meses e não se tem noticias de até quando vamos
decidi retornar ao blog numa tentativa de não só ocupar o tempo da quarentena com algo util mas, principalmente, voltar um pouco para mim. Minhas coisas, interesses, afliçoes e medos. Assim, a ideia é postar alguns textos onde eu esteja em busca de mim mesma. Muita coisa se perdeu de 2017 para cá. Morte do Wilson, meu marido; um novo diagnostico para as minhas dores e, finalmente, mas não menos importante, esta quarentena que assola o mundo e nos enche de incertezas e angustias. 
Tem quem esteja bem neste movimento mundial. Não é o meu caso.Sou inquieta e tendo suspendido minhas
atividades o que parece e que só sobraram lembranças. Sem novidades me pego muito no passado ou no futuro. A volta ao blog é uma tentativa de estar no aqui e agora. Vamos lá. Penso que será uma coletania de textos, não necessariamente em ordem cronologica. Um pedido de socorro que me obrigo a fazer a mim mesma. Pode ser um caminho. Que a sabedoria e o coração me guiem. Amém.

domingo, 1 de março de 2020

A vida precisa de mais Ritas





                   Num mundo tão cheio de desvalor e descuidado preciso compartilhar um caso com voces.
                    Quando estudava e fazia a formação em Biodanza joguei mais uma vez o meu olhar nos excluidos. Assim, fiz meu estagio e monografia sobre os Especiais. Gente da melhor qualidade. Explico por que digo isso. O Especial está muito menos comprometido com o certo, com a beleza convencional. Ele não tem censura como nós. Mão tendo, então, tanto medo da critica; o que os torna muito mais espontaneos. Alem disso  são cuidadosos e afetivos com o outro e com o grupo, o que ja traduz a Bio.
                    Comecei meu estagio numa escola da SEC. Uma escola inclusiva e muito bem preparada para tal. Depois de trabalhar 4 anos com os adolescentes do CEF 1 apareceu um convite para trabalhar com os Especiais adultos da Sociedade Pestalozzy. Vale dizer que a Pestalozzy é uma sociedade seria importantissima pelo trabalho que faz.
Novo desafio. Aceitei de cara na esperança de ter a oportunidade de conhecer o trabalho agora com adultos.
                     Depois de um tempo trabalhando com eles percebi que alguns se  namoram. Temos mais ou menos 4 casais na Pestalozzy. Cada um morano na sua casa, mas namorando da 8 as 17hs, horario em que estão la.
                     Dia desses o tema da aula era a Vida. Começamos o verbal pensando em como é bom estar vivo e desfrutar da vida( ainda que com restrições) como é o caso dos Especiais. A aula de Bio tem uma curva e, por incrivel que pareça os Especiais são tão destemidos que vão ao centro da roda com facilidade e graça. Rita, uma aluna querida que esta sempre rindo, namora Marcelo, outro aluno querido. Justo naquele dia Rita começou o verbal dizendo que seu tio havia morrido. Dito isso chorou um pouco e fomos para a vivencia. No momento de trabalhar com o outro,( a dois) Rita se emocionou e , olhando profundamente nos olhos do Marcelo me fez o seguinte apelo: " Angela, se eu morrer voce cuida do Marcelo( interrogação)
Respondi prontamente que sim e a aula seguiu seu rumo. Ao final da aula Rita me procurou e disse: " Estou aliviada, Angela. Agradecida.
Não preciso colocar aqui como vim mexida e chorosa para casa. O cuidado dela me mostrou como estamos distantes desse tipo de amor que parece querer ir até depois da morte. Quem dera, meu Deus tivessemos mais Ritas e mais Marcelos para preencher nosso mundo de cuidado e afetividade, responsabilidade e amor!