domingo, 14 de novembro de 2010

Me contradigo porque sou vasta

Alguien me dijo que no es casual...que desde siempre las elegimos. Que las encontramos en el camino de la vida, nos reconocemos y sabemos que en algún lugar de la historia de los mundos fuimos del mismo clan. Pasan las décadas y al volver a recorrer los ríos esos cauces, tengo muy presentes las cualidades que las trajeron a mi tierra personal.
Valientes, reidoras y con labia. Capaces de pasar horas enteras escuchando, muriéndose de risa, consolando. Arquitectas de sueños, hacedoras de planes, ingenieras de la cocina, cantautoras de canciones de cuna.
Cuando las cabezas de las mujeres se juntan alrededor de "un fuego", nacen fuerzas, crecen magias, arden brasas, que gozan, festejan, curan, recomponen, inventan, crean, unen, desunen, entierran, dan vida, rezongan, se conduelen.
Ese fuego puede ser la mesa de un bar, las idas para afuera en vacaciones,  el galpón donde jugábamos en la infancia, un mate en el parque, la señal de alarma de que alguna nos necesita o ese tesoro incalculable que son las quedadas a dormir en la casa de las otras.
Las de adolescentes después de un baile... porque no hay nada mejor que hacer en el mundo que escuchar música, y hablar, hablar y hablar hasta cansarse. Las de adultas, a veces para asilar en nuestras almas a una con desesperanza en los ojos, y entonces nos desdoblamos en abrazos, en mimos, en palabras, para recordarle que siempre hay un mañana.
El futuro en un tiempo no existía. Cualquiera mayor de 25 era de una vejez no imaginada...
Cambiamos. Crecimos. Nos dolimos. Parimos hijos. Enterramos muertos. Amamos. Fuimos y somos amadas. Dejamos y nos dejaron. Nos enojamos para toda la vida, para descubrir que toda la vida es mucho y no valía la pena. Cuidamos y en el mejor de los casos nos dejamos cuidar.
Nos casamos, nos juntamos, nos divorciamos. O no.
Creímos morirnos muchas veces, y encontramos en algún lugar la fuerza de seguir. Bailamos con un hombre, pero la danza más lograda la hicimos para nuestros hijos al enseñarles a caminar.
Pasamos noches en blanco, noches en negro, noches en rojo, noches de luz y de sombras. Noches de miles de estrellas y noches desangeladas. Hicimos el amor, y cuando correspondió, también la guerra. Nos entregamos. Nos protegimos. Fuimos heridas e inevitablemente, herimos.
Entonces...los cuerpos dieron cuenta de esas lides.
Porque juntas construimos nuestros propios cimientos, en tiempos donde nuestro edificio recién se empezaba a erigir.
Somos más sabias, más hermosas, más completas, más plenas, más dulces, más risueñas y por suerte, de alguna manera, más salvajes.
Y en aquel tiempo también lo éramos, sólo que no lo sabíamos. 
Porque cuando las cabezas de las mujeres se juntan alrededor "del fuego" que deciden avivar con su presencia, hay fiesta, hay aquelarre, misterio, tormenta, centellas y armonía. Como siempre. Como nunca. Como toda la vida.
Para todas las brasas de mi vida, las que arden desde hace  tanto, y las que recién se suman al fogón.
Resenha do texto:Cuando las cabezas de las mujeres se juntan alrededor "del fuego" Simone Paseryo

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Beijo à tres...


           Ao ser entrevistado para um documentário sobre sua obra, Cartier-Bresson foi inquirido a respeito do momento decisivo de se registrar uma imagem. Com a palavra, o mestre: “A gente olha e pensa: Quando aperto? Agora? Agora? Agora? A emoção vai subindo e, de repente, pronto. É como um orgasmo, tem uma hora que explode. Ou temos o instante certo ou o perdemos, e não podemos recomeçar. O desenho é uma meditação, enquanto que a foto é um tiro. Você pode apagar um desenho e fazer outro, você não está lutando contra o tempo. Mas, com a fotografia, há um espécie de angústia constante, pelo fato de você estar presente em um momento que não mais se repetirá. Mas é uma angústia muito calma”.
Foto de Henri Cartier Bresson

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Perder-se também é caminho

          Inúmeros são os caminhos e inúmeras são as possibilidades de perder-se. Estamos seguindo um caminho e de repente... Psiu! algo diferente nos chama a atenção e lá vamos nós nos desviando das nossas convicções, nossas certezas, nossos projetos, nossos sonhos, nossos ais, nossos vazios, nossas falsas verdades, nossas crenças caducas, nossa vergonha, nossa alegria, nossa insensatez, nossos medos, nossas amizades, nossos amores, nossos desamores, nossas raivas, nossos desapontamentos, nossos tormentos, nossa esspeança,nosso tom, nossa cor, nossa vida, nossa morte, nossa dignidade, nossa fé na vida, nosso tudo, nosso nada.
          Se perder-se também é caminho, achar-se pode ser a chegada.Mas a chegada é também a partida. É dada, então,  nova partida. E lá vamos nós outra vez nos perdermos por outros caminhos.
Dizem que longa é a caminhada na vida.  Longa é a sequencia de caminhos percorridos na vida. Muitos são os caminhos. Muitas são as chegadas.
 Nem sempre. Há épocas de muitas caminhadas e poucas chegadas. Épocas de muitas partidas e poucas caminhadas. Épocas de muitas partidas e poucas chegadas... E há épocas em que uma coisa é a outra. Chegando-se a uma equação que insiste em nos lembrar que para achar-se é necessário perder-se. Perder-se até de si próprio. O pior dos perder-se, mas que, em contra partida, pode ocasionar o melhor dos achar-se.
          Afinal quem procura acaba por  achar ou achar-se  ou  perder ou perder-se. E nem sempre quem acha-se deixa de perder-se outra vez.
          Não nos resta alternativa. Há que se encarar o caminho. Ele é o processo.

Outra prece

Pai, amigo  dai-me hoje o que é meu e me mostra porque é meu.
Ajuda-me a virar as costas para tudo que não for bom para o meu progresso.
Empresta seus olhos para que eu veja o que tiver que ver.
Empresta o teu colo para eu chorar quando a dor insistir.
Ajuda-me a crescer  enquanto ser cósmico.
Perdoa todas as vezes que me traí ou traí meu destino.
Ajuda-me a trazer  luz para minha vida.
Enche o meu ser de fé e confiança.
Segura a minha mão quando eu fraquejar.
Toca meu coração nos momentos de dúvida.
Faz de mim instrumento de amor e  alegria.
Desperta em mim a entrega e a  aceitação
Hoje e sempre.
Amém.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Maria Maria

          Quando Milton escreveu esta canção devia estar pensando na força das mulheres que não sucumbem às adversidades da vida. Que não desistem de si mesmas e que principalmente ainda acham motivo para sorrir e tocar a vida depois de perdas que fariam muitos desistirem.
          Elas possuem a estranha mania de ter fé na vida. Sempre. Uma fé que as leva a frequentar um curso. A ir tomar uma cervejinha. A compartilhar suas dores com uma professora. De sorrirem para a vida.
          São vicerais, assim como são vicerais seus sonhos, seus desejos e suas rotinas.
          Que coragem infinita habita o interior destas mulhers? Que magnitude de alma é esta que não as deixa esmorecer?Serão feitas de algum outro material que tantas de nós nem imagina qual seja? Teriam aplicado botox na alma ou no coração?
          O que elas tem que a maioria de nós não consegue nem vislumbrar?
          Poderia enumerar qualidades e virtudes para descreve-las e ainda assim não estaria lhes dando o crédito merecido.Sou capaz de apostar que as Marias das quais falo são mulheres como nós. E então me sinto pequena diante da força que mostram.
Nós que "debilitadas" pela TPM corremos para o lexotan e seja o que Deus quiser!!!
Nós que a qualquer disapontamento já queremos sumir. Nós que, reféns de nossas escolhas, parimos queixas e queixas diariamente.
Nós que saímos insandecidas correndo pela cidade porque percebemos o jeans mais apertado.
Nós que reclamamos que a cerveja tá quente ou que a empregada não apareceu para fazer nossas camas.
Nós que corremos para marcar a cezariana que muitas vezes impede um parto mais humanizado.
Nós que fizemos da vida um dramalhão diário.
Não posso acreditar que somos feitas da mesma matéria que as duas Marias. Ou, estaremos nos boicotando? Parecemos mulheres a beira de um ataque de nervos?
Come on!!!
É hora de olharmos a vida como ela é e não como queremos que seja.
É hora de crescer e adotarmos uma postura de entrega e aceitação diante dos nossos destinos, nem sempre hollywoodianos.
É hora de pararmos de brincar de Barbies e cuidar mais das ideias do que dos cabelos.
Em nome de todas as mulheres que abriram caminho para que hoje a gente esteja aqui, fica o apelo.
Honremos nosso genero nem que seja para não adoecermos.
Todo e qualquer ser humano que habita este planeta passou pelas mãos de alguma mulher. Que a gente tenha então a sabedoria e a gratidão que se faz presente toda vez que emcaramos a vida com determinação fé e altivez.
Que no futuro a gente confie mais na nossa força e menos no poder que colocamos nos problemas.
Só nos resta uma  escolha: Ou se cresce ou se cresce. E então, quem sabe a gente ainda consiga se sentir mulher como as Marias do Maranhão?
Texto inspirado em duas alunas/amigas de minha filha Marina. Chamei-as de Marias porque este nome carrega em si a força das mulheres.

AMOR - substantivo abstrato

          vamos começar pondo as coisas em ordem. Tem muita distorção nesta área. Nem tudo que é visto como amor é amor. As vezes é vaidade, outras dependencia, outras medo, covardia, ligeira admiração, sexo, e por aí vai. Exemplo. Meu casamento não tá legal mas não quero ficar só. Então deixa estar pra ver como é que fica. Acomodação, mas aos olhos alheios muitas vezes, amor. Outro exemplo. Sou mais uma neurótica e preciso estar sempre me sacrificando por alguém. Fico. Morro de medo de andar com as minhas próprias pernas, afinal saí do colo do pai e caí no do marido. Fico.  E neste "se é para o bem de todos... digo que fico " azar o meu!!!
          Uma filha é criada para cuidar dos pais. Fazem sua cabeça. Quem não quer posar de linda? Resultado? Fulana é uma filha extraordinária. Abriu mão de vários amores, pelos pais! Pura doação! Quando não tá com os velhos tá na igreja! Até porque este espírito precisa descansar da lida tediosa, né não? Mas não é que dá vontade de meter o cacete nessa mulher? Cacete surra mesmo. Ou o outro também.
          No leito de morte da mãe a filha promete cuidar do papaizinho indefeso. Lá se vai sua vida própria embora. Mas está decidida a ser a boazinha. E se não bastasse, ocupa um lugar que não é o seu. Confusão lá na frente. E tome de constelação Familiar para ver se ajeita as coisas.
          Ainda por cima tem a culpa original que nos faz sentir que não merecemos mesmo e tá tudo bem...Bora trabalhar! Lavar roupa todo dia... que agonia. O trabalho dignifica o homem e desgasta a mulher, mas ajuda a esquecer. Quem ainda não viu ou protagonizou este filme?
          Amamos distorcido,  diz Hellinger. Amamos capenga, Lya Luft. Amamos torto, digo eu. Não sabemos exatamente o que é o amor e aí vamos ensaiando ora brincando ora sofrendo.
           Bia, a psicóloga, me diz  que se preciso fazer esforço não é amor e, completa dizendo que nem todo amor soma. Agora entendi. Concordei, mesmo. É difícil ficar teorizando sobre o  abstrato. Ainda mais um abstrato tão desconhecido e, paradoxalmente, tão falado e cantado em versos e prosas.
Tem amor que subtrai, tem amor que maltrata, tem amor que nos venda os olhos, tem amor que enlouquece.
Ah! mas era bom! Bom o cacete! Bom é o que não me faz chorar duas vezes pelo mesmo motivo. A filosofia , em outras palavras, diz assim.  Chorou duas vezes pelo mesmo leite derramado? Lava a leiteira e começa a tomar chá. Gente chá é leve e faz bem a saude. E leite é pra bebes. Já crescemos. Larguemos as tetas de nossas mães, pelo amor a si próprio....
Bora crescer... chorar... parar de chorar... tentar brincar mais.... fazer mais bagunça.... e ter humildade para encarar a "morte" de algo que se um dia foi bom, hoje judia de mim...
Nem eu to falando que é facil. To falando que é honesto com a gente mesmo...
Cuidado gera cuidado e só amor que é amor constrói. Mas como saber que é amor mesmo? Toda vez que o choro for de alegria e o riso se referir a uma dor é sinal de que estamos em sintonia amorosa....
Mas enquanto não vem o que eu faço para não sofrer? Saio correndo buscando novos braços que me acolham?
Pra que a pressa, me perguntou uma amiga certa vez, temos a eternidade!
Viver  em si, já é um ato de amor. Continuar é outro. Correr como os lobos mais um e tentar exercer o perdão é fundamental. Perdoar inclusive a nós mesmos. De preferencia antes de perdoar o outro, é um grande gesto de amor.
Amor a nós mesmos para podermos seguir amando.
Penso que o amor não termina dentro de nós, mas muda o objeto de amor. Sendo assim, como diz um amigo da Marina, Next, please!!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Kd vc?

( Fulana).................. Kd vc?
É assim que começo alguns emails para pessoas que somem por um tempo me deixando saudosa.
Tenho sentido saudades de mim.
Como assim? Saudades da Angela que tem o riso solto, fala alto e pede um amém. Ando caladiiiiiiiiinha!
Cadinho mixuruca. Tá mixuruca? perguntava a minha tia Olga quando ía nos visitar na infancia e me via falando pouco. E eu pensava.... Quando falo á beça ficam comemntando que eu bebi água de papagaio. Se me calo to mixuruca!?
É que no fundo no fundo as pessoas querem nos ver bem. Talvez até para confirmarem o bem estar delas mesmas. Falo por mim. Quantas vezes estamos mixuruca e perguntamos para os outros qual o problema?
Outro dia recebi um email de uma amiga que há tempos não me procura com a boca cheia de palavras. O email dizia assim: Amiguinha to te achando muito quietinha. E tava mesmo. Mas não era só eu, não!
Acho que todo ciclo que se fecha bate um banzo. Tipo inferno Zodiacal. Final de ano tá aí. Incomoda um pouco. A sorte é que depois da tempestade vem a bonança, acreditam os bons de faro. Mas também pode vir a enchente, acreditam aqueles que nem quero perto de mim.
Tem um fenomeno interessante. As vezes a gente tá down e começa a reclamar dos governantes, ou das leis, ou dos seres humanos. É só alguém concordar e engrossar a opinião que me bate um peso e um desapontamento brabo. Melhor brabíssimo. Na biodança não se trabalha com o lado escuro das situações. Trabalha-se com o lado luz. Acho que é por aí. Segundo a Biodança. Se focarmos muito o lado escuro ele acaba ficando impregnado nas nossas células; o que nos incapacitaria o " levantar a poeira e dar  a volta por cima". Assim sendo melhor dar força para o que, por natureza, se faz força propulsora da vida. A alegria.
Inferno Zodiacal? diria  minha mãe. Kd? Manda ele entrar, sentar e diz na cara dele: Cai fora! Sobe! Puxa! Me larga, palhaço! Ai ai ai!
Vou parando por aqui. Prometi a Bia e a mim mesma que tava parando de  "escarafunchar a dor" por este ano." Já deu!
Volto assim que tiver algo ridente para compartilhar...
Este texto tem ilustração de Ana Marta Austin.
Falar nisso, Ana..................... kd vc?