quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O peso nosso de cada dia

               Recebo um e mail falando da necessidade que se tem hoje em dia de ter tudo do melhor. Bom não basta, diz o mesmo. Tem de ser do melhor. A melhor festa, a melhor lembrancinha, a melhor roupa, o melhor sapato e por aí seguimos ansiosos, aflitos, cheios de culpa e.... infelizes porque tudo passa muito rápido e não dá tempo de assimilar, de curtir e de se encantar mesmo.
                Este ano decidi que o meu próximo carro não será zero km e sim o carro que minha filha tem. Não é o mesmo modelo, não. É o dela mesmo.
É mais novo que o meu um ano mas muito melhor. Se eu fosse comprar um carro zero teria que ser mais simples e quero o conforto que o dela me oferece. Bancos altos, ar refrigerado de verdade e direção leve. Pois bem.... estou tão leve desde o dia em que decidi isso. Primeiro porque será ela que decidirá quando eu terei meu carro novo, abro mão do meu controle de tudo. Segundo porque sei que a prestação não me deixará preocupada. Simples assim.
                 Penso que até pouco tempo era fácil fazer uma festa de aniversário, casar, trocar de carro, comprar uma bolsa. Parece que hoje em dia a busca pelo melhor se torna um ,peso na nossa rotina. Não posso mais convidar um casal para almoçar na minha casa e servir um marron glace da cica de sobremesa. Preciso surpreender. Uma pena! Que saudade da velha maionese com um lombinho e farofa. Cafona, batido e banido das mesas de domingo. Ponto final. Futebol clube. com.br
                 Nos finais de semana o cafezinho tem que ser o da  Nespresso enquanto que o cafézinho coado no saco de pano e adoçado com açucar nos deixe feliz do mesmo modo. Modernidade. 
                 Criança hoje tem que estar limpa e com os cabelos lavados com o melhor dos xampus e calçando um calçado de qualquer marca famosa, de preferencia.
                 É bom demais a gente ver que a vida caminhou e conseguimos sair do sabonete vale quanto pesa para o sabonete do boticário ou da  L´occitane. Mas se eu estiver com problemas sérios o sabonete não vai fazer a menor diferença na minha vida.
                 Luxo é ser dono do seu tempo, dizia eu para minha amiga outro dia. Mais luxo ainda é ser dono de nossas proprias decisões. Não precisamos que pensem por nós.
                 Semana retrasada chamei um cortineiro e ouvi dele que o chale que tenho na sala já era. Uma pena disse eu, pois ele vai continuar aí. Eu gosto. Eu decoro minha casa. Sem essa de tendencia.
Tendencia no corte de cabelo, na decoração, nas festas, nas roupas. Um pouquinho mais e teremos todos uma tendencia suicida para aguentarmos tantos ditames.
                   Que  nossa rotina seja mais como a das crianças. Leve. Se bem que ,agora que se aproxima o dia das crianças melhor seria  afastasemos as mesmas da tv ou elas ficarão pesadas com tanta imposição de brinquedos na telinha. 
                  Abaixo os eu preciso. Salve a paz de espirito que vem de levarmos a vida com mais leveza.
                  Amémmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
         

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A caixinha de lápis de cor



                     Numa escrivaninha antiga no cantinho do quarto de umas crianças vivia uma caixinha de lápis de cor que tinha um nome estrangeiro e imponente. Se não me engano John..... qualquer coisa.
Porém mais importante do que o nome da caixinha era a atitude de cada um dos lápizinhos que ali viviam.
               O lápis branco, por exemplo era Zen e parecia combinar bem com todos os outros coleguinhas de moradia. Já o amarelo parecia  se desesperar por pouco. Era uma pontinha quebrar e ele já se apavorava. 
                O azul era intenso e cálido, de personalidade calma e relaxante. Já o verde era cheio de fé na vida. Tinha esperança, diziam os que o observavam.
                O vermelho era forte e desperto. Quando os outros estavam triste caminhavam lado a lado com ele e o astral melhorava muiiiiiiiiiiiiiiiito.
                 O Preto era fechado, mas não fazia mal a ninguém.
 Mas o marron? Este era tristonho e casmurro como uma pessoa velhinha que não tivesse tido sorte na vida.
                O roxo era muito religioso e cheio de certezas e quando se misturava ao branco varios tons de lilázes aconteciam.
                  O amarelo, o azul e o verde, quando juntos, formavam a bandeira brasileira.
Já o branco com o vermelho formavam a bandeira do Canadá, um país láaaaaa longe mas muito avançado.
Mas quando o branco, o azul e o vermelho juntavam se eram várias bandeiras que eles podiam formar.
Todos gostavam de gente, mas principalmente da companhia das crianças que pegavam neles com força e mandavam ver, fazendo tantas vezes pontas que eles ficavam com cara de jovenzinhos recém apontados.
                 Assim como as pessoa uns se davam melhor com alguns enquanto outros com todos de uma só vez.
Tinha vezes que o amarelo que não ia muito com o jeito do roxo dava uma trégua e saia algo vanguardista e de bom gosto
Claro que haviam caixas maiores do mesmo modo que existem casas grandes para fammilias maiores. Assim nasceram o rosa, o azul claro, o abóbora e outros. Caixas enormes que abrigavam os filhotes nascidos do  filhos. Por exemplo o laranja que era filhote do rosa com o amarelo.
              A caixinha se orgulhava de cada um deles e entendia que tanto por si sós ou em grupo eram capazes de operar maravilhas num papel ou até mesmo no céu. Era só dar uma chuvinha e depois abrir um sol que um belo arco iris eles formavam. O preto e o marrom aplaudiam o arco íris e diziam que era a obra de arte dos lápizinhos juntos. Obra de muito bom gosto! dizia o branco.
Depois de cada apresentação de arco íris todos voltavam em fila para a caixinha e tiravam um cochilinho até o próximo dia que mais aventuras prometia.
                   A caixinha ia para uma gaveta e ali repousava também.
Esta historia coloriu uma porta e deu vida à outra. Quem quiser que conte outraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Solidariedade ( mirim ) ?

               Conceitos de amizade, respeito, união, solidariedade e outros são introjetados primeiro pelos pais,depois pela a familia e, em grande escala, pela sociedade.
               A rede de supermercados Pão de Açucar patrocinou semana passada em Brasilia mais uma maratona Kids. Os pais inscreveram seus filhos e  na hora prevista estavam a postos com o propósito de incentivar e , quem sabe, iniciar seus filhos no esporte. Gesto inteligente se somados à participação dos mesmos na vida dos filhotes.
A meu ver havia mais de uma categoria. Uma para pequeninos, tipo Julie, 2 anos, e outra para maiorezinhos tipo 6 anos.
               Bia inscreveu as meninas e Mary e Serginho idem. Pais modernos que não abrem mão da qualidade de vida na educação das crianças.
               Julie soltou da mão do pai e ganhou distancia chegando em primeiro lugar, contou-me a mãe. Eu não estava lá. Qualquer exagero vem da parte dela, quero deixar bem claro. Afinal as pessoas me conhecem como alguem que para contar um conto aumenta um ponto. Uma baita injustiça social para com a minha pessoa.
Momentos depois foi a vez de Sofia , Alice e Amanda se posicionarem. Aquece daqui, aquece dali e foi dada a partida.
Amanda, muito afoita, já saiu em disparada , o que a fez bater de encontro com outra participante e cairem as duas. Determinada que é quis chorar, mas levantou e seguiu em frente. Cumpriu os 50 metros propostos.
Porém o motivo deste texto vem por observarmos a atitude da amiguinha Sofia. Do momento em que Amanda caiu Sofia seguiu correndo, porém de agora em diante olhando para trás como se estivesse dizendo algo tipo.... Bora Amanda! Levanta e vem! Poderíamos chamar sua atitude de solidariedade mirim, mas penso que não teve nada de mirim em seu gesto.
               Sofia , embora não pareça tem 5 anos. O mesmo tempo da amizade das duas. Se conhecem desde sempre. Convivem nos finais de semana, nas idas ao clube, nas viagens, nos teatrinhos e nas festinhas.
Uma amizade bonita de se ver. 
Parabéns Mary e Serginho pela atitude expressa por Sofia. Isso é trabalho de voces dois.
Parabéns Sofia pela atitude solidaria num momento em que muitos pensariam na propria pele.
E parabéns ao Pão de Açucar pela iniciativa de incentivar o esporte na nossa cidade.
A foto acima mostra Amanda, Julie, Sofia e Alice.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A boneca e a caminha curta

                   Havia em um sítio uma boneca de pano de pernas comprias que passava o ano esquecida dentro de um guarda roupa só saindo nas férias escolares quando as meninas procuravam por ela. Depois ela tinha onze meses para lembrar das brincadeiras das férias.
                    O sonho da bonequinha era ter uma caminha pois segundo ela ficar sentada o ano inteiro não era brinquedo. E a circulação?
Eis que um dia a avó das meninas dando um giro nos brechos da cidade encontrou um caminha antiga de bonecas. Dessas que de há muuuuito crianças vem usando para brincar.
A boneca criou vida e deu um salto de alegria quando viu a caminha.
Mas..... logo percebeu que a caminha era curta demais para ela. O que fazer se tinha pernas longas?
Dobrou para cá dobrou para lá e nada de se acomodar.
Voltou para a cama das meninas e ficou dias sentada novamente, mas desta feita.... pensando.
E se eu.... E se eu.... Imaginava colocar uma emenda na cama, mas e a estética?
Sabe como é ....essas bonecas são espertas. E para bonecas modernas a estética é tudo.
              Um dia a avó se apiedou da coitada sentada e a pos na caminha com as pernas para fora.
E disse a ela. Que tal ficar um tempo cuidando da circulação das pernas? Gente idosa.... Imagina se uma criança vai pensar nisso!
             Dizem que a noite as bonecas ganham vida de modo que durante as noites ela andava e rodopiava pela casa. Assim nossa amiguinha passava as noites experimentando novas posições.
Uma noite daquelas aconteceu dela deitar com a barriguinha para baixo e suspender as pernas do joelho para trás. Surpresa!!! A caminha serviu. Empolgada se exercitava durante a noite e quando o dia vinha clareando se deitava na posição encontrada e, pernas ao lel, encantava as crianças com sua criatividade.
           Até hoje há quem diga que um dia ela vai ter dores de coluna, mas as crianças respondem que se fosse para ela ter dores nas costas já teria tido nos tempos em que esteve sentada dentro do guarda roupa ou na cama das meninas. Criança tem fé na vida!!!
Se a boneca as dores sentiu ninguem sabe ninguem viu mas que as crianças muitas vezes são mais otimistas que os adultos? Ah isso elas são!
          Assim acaba esta historia quem quiser outra que sente em rodinha no chão e levante a mão. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Aniversário

                                                                         

N
o TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...


15/10/1929

Meu poema favorito de Fernando Pessoa com o heterônimo de Álvaro de Campos

quinta-feira, 19 de julho de 2012

As aventuras de cachinhos ruivos e Bons modos

                Era uma vez duas irmãs. Cachinhos ruivos, uma pimentinha levada, assim chamada por ter seus cabelos ligeiramente encaracolados e ruivos e Bons Modos, uma menina calma , concentrada, e educada. Sempre com bons modos.
Cachinhos era levada da breca, como dizem os antigos, e gostava de ver o mundo de cima. Das árvores. Um molequinho! Enquanto Bons modos era bem comportada. Uma mocinha!!! diziam.
                Estas duas irmãs passavam férias no sítio de seus avós lá longe. Na serra do Rio de Janeiro. E a cada ano viviam aventuras das mais variadas naqueles meses de férias escolares tão esperados.
             O sítio era grande cheio de árvores e cachorros. Coelhos e passarinhos. Uma avó e uma bisa, ambas gordinhas e sempre de aventais a preparar algo na velha cozinha do sítio. Um avô mágico e um tio meio " lelé "da cuca.
                 As crianças da vizinhança eram os coleguinhas de férias da meninas. Tinha o Sílvio, o Romulo, o Cristiano, As meninas da dona Néa , os meninos da dona Célia e a Luciana filha do seu Teixeira.
 A patota estava sempre pronta para brincar de "lateiro vivo", pique pega, football , cabuti e amarelinha.
                Tinha a prima Cynthia que, como morava no Rio, subia a serra para estar com as duas e interpretava apresentações dos  saudosos Balão mágico  e Trem da alegria.
Alegria era o que não faltava. Muitas vezes no meio da tarde entre um mergulho na piscina ou uma partida de ping pong a vovó chegava com um bolo quentinho, recém saído do forno. Outras vezes chegava com um ovinho de codorna fritinho no meio de um mini pires para Cachinhos ruivos. Em outras ocasioes  a bisa  aparecia com biscoitos crocantes e deliciosos.
              Na cidade tinha um kart e um museu onde a criançada ia uma vez ou outra para curtir algo diferente; mas o que mais acontecia era delas brincarem no enorme quintal do sítio. Ali viram cachorrinhos nascerem, pombas sairem da cartola de mágico, gatinho dormir em cima da barriga da avó e cavalo trazendo noiva de festa junina entrando pelo quintal a fora.
                 A cada férias tinha ou o mesmo velho cachorro ou um novo no pedaço. Mas a Fafá....
A Fafá e a Tábata foram duas cadelinhas especiais. E a cada vez que pariam era uma festa para a criançada.
                 As meninas foram crescendo e gostavam de levar amigas de Brasília para lá também. Certa vez cachinhos levou tres amigas e uma professora da escola. Ficaram todas alojadas no maior quarto de hóspede que tinha. Até hoje quando vemos as fotos imaginamos a bagunça que não fizeram com a vó Ilse.
             Avós não faltavam por lá. Tinha a vó Ilse, a numero um, a vó Emília, numero 2 no coração delas  e quem fazia as roupinhas das bonecas,e outras. A Carminha, A Charlote e a Aldina. Cada uma com um seu jeito diferente de ser. Uma vez Cachinhos surpreendeu a vó Charlote rezando o terço e ficou encafifada. Disse para Bons modos.... Se ela reza tudo isso mesmo eu não sei, mas que as bolinhas andam.... andam!!!
                  Quando estavam sozinhas sem amigas ou primos iam caminhar pelas montanhas com aquele tio meio lelé da cuca .Ele era bom nisso. Tinha espirito aventureiro, como dizem quando alguém é mais ousado ou inconsequente.
                 Nas noites de  inverno este tio assava lhes batatas doces na lareira da sala e era uma farra. Ninguém queria sair dali para ir para a cama. Pudera...ali estavam quentinhos a ouvir histórias com pipocas e tudo mais.
                  Quando as férias acabavam todos ficavam tristes. As meninas, os avós e os amigos pois sabiam que teriam que esperar até as próximas férias escolares.
                   As meninas foram crescendo e ficaram moças.
Bons Modos teve duas filhas que, hoje em dia, frequentam o sítio com os filhos dos amigos com quem elas brincavam. Tem o Gabriel, filha do Silvinho, a Mel, filha do Cristiano e quem mais chegar, como diz a musica.
                   As avós maiores já morreram e os filhos dos filhos agora curtem a vó Angela, o vô Negão e o biso Lito. O vô Zé e a bisa Carminha.
                   Esta historia entrou por uma porta e não quer sair por outra. Quem lembrar de mais aventuras vividas ali  favor terminar a história....
               
        
               

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ah...para com isso!!!

               Sério. Não me venha com esta conversa de gato preto ou espelho quebrado. Acho medieval certas crenças e a força que elas exercem na vida das pessoas.
               Certa vez, em um almoço pedi que me passassem o sal e a pessoa não me entregou na mão para não dar azar. Isso me dá uma preguiiiiiiça!!!
               Penso que as coisas acontecem para o nosso bem e que um Deus Muito Maior sabe se dou ou não conta de atravessar esta ou aquela fase "ruim". Para isso estou aqui no planeta. Para aprender com minhas experiencias, dores e amores, como dizia a sábia Carmem da Silva. Que Deus a tenha.
               O que me traz a escrever este texto é algo simples. A maneira como encaramos a vida.
               Há dois meses apareceu um tumorzinho na cabeça de papai. Parecia um machucadinho e estavamos tratando  com pomadas e cicatrizantes. Como não diminuiu levamos papai ao medico e para surpresa geral o " machucadinho" é um carcenoma que requer uma cirurgia e biopsia o mais rapido que pudermos.
Sendo assim hoje pela manha fomos fazer os exames laboratoriais. Saindo do laboratório olho para o recibo e vejo que hoje é sexta feira 13. Comento: Gente hoje é sexta feira 13. Papai prontamente responde....." Vai nos trazer sorte!!"    Eu digo......É!
               Sempre me orgulhei da sabedoria de meus pais, pessoas que não tiveram estudo academico, mas que tiveram a sorte ou a competencia, como gosto de dizer, de terem cabeças abertas.
               Mamãe também achava a superstição uma grande bobagem. Dizia que a sorte da gente dependia da gente. Simples assim!!
              Estamos tentando correr contra o tempo para tentarmos que papai seja operado no dia 23. Até porque dia primeiro estaremos indo para Itaipava. Se tiver que ser será. Só nos cabe fazer o nosso movimento e entregar o resto a Deus.
 Ponto final Futebol Clube. com.br