terça-feira, 7 de julho de 2020

Em tempos de Pandemia




                    Em meio a Pandemia que ja dura quatro meses e não se tem noticias de até quando vamos
decidi retornar ao blog numa tentativa de não só ocupar o tempo da quarentena com algo util mas, principalmente, voltar um pouco para mim. Minhas coisas, interesses, afliçoes e medos. Assim, a ideia é postar alguns textos onde eu esteja em busca de mim mesma. Muita coisa se perdeu de 2017 para cá. Morte do Wilson, meu marido; um novo diagnostico para as minhas dores e, finalmente, mas não menos importante, esta quarentena que assola o mundo e nos enche de incertezas e angustias. 
Tem quem esteja bem neste movimento mundial. Não é o meu caso.Sou inquieta e tendo suspendido minhas
atividades o que parece e que só sobraram lembranças. Sem novidades me pego muito no passado ou no futuro. A volta ao blog é uma tentativa de estar no aqui e agora. Vamos lá. Penso que será uma coletania de textos, não necessariamente em ordem cronologica. Um pedido de socorro que me obrigo a fazer a mim mesma. Pode ser um caminho. Que a sabedoria e o coração me guiem. Amém.

domingo, 1 de março de 2020

A vida precisa de mais Ritas





                   Num mundo tão cheio de desvalor e descuidado preciso compartilhar um caso com voces.
                    Quando estudava e fazia a formação em Biodanza joguei mais uma vez o meu olhar nos excluidos. Assim, fiz meu estagio e monografia sobre os Especiais. Gente da melhor qualidade. Explico por que digo isso. O Especial está muito menos comprometido com o certo, com a beleza convencional. Ele não tem censura como nós. Mão tendo, então, tanto medo da critica; o que os torna muito mais espontaneos. Alem disso  são cuidadosos e afetivos com o outro e com o grupo, o que ja traduz a Bio.
                    Comecei meu estagio numa escola da SEC. Uma escola inclusiva e muito bem preparada para tal. Depois de trabalhar 4 anos com os adolescentes do CEF 1 apareceu um convite para trabalhar com os Especiais adultos da Sociedade Pestalozzy. Vale dizer que a Pestalozzy é uma sociedade seria importantissima pelo trabalho que faz.
Novo desafio. Aceitei de cara na esperança de ter a oportunidade de conhecer o trabalho agora com adultos.
                     Depois de um tempo trabalhando com eles percebi que alguns se  namoram. Temos mais ou menos 4 casais na Pestalozzy. Cada um morano na sua casa, mas namorando da 8 as 17hs, horario em que estão la.
                     Dia desses o tema da aula era a Vida. Começamos o verbal pensando em como é bom estar vivo e desfrutar da vida( ainda que com restrições) como é o caso dos Especiais. A aula de Bio tem uma curva e, por incrivel que pareça os Especiais são tão destemidos que vão ao centro da roda com facilidade e graça. Rita, uma aluna querida que esta sempre rindo, namora Marcelo, outro aluno querido. Justo naquele dia Rita começou o verbal dizendo que seu tio havia morrido. Dito isso chorou um pouco e fomos para a vivencia. No momento de trabalhar com o outro,( a dois) Rita se emocionou e , olhando profundamente nos olhos do Marcelo me fez o seguinte apelo: " Angela, se eu morrer voce cuida do Marcelo( interrogação)
Respondi prontamente que sim e a aula seguiu seu rumo. Ao final da aula Rita me procurou e disse: " Estou aliviada, Angela. Agradecida.
Não preciso colocar aqui como vim mexida e chorosa para casa. O cuidado dela me mostrou como estamos distantes desse tipo de amor que parece querer ir até depois da morte. Quem dera, meu Deus tivessemos mais Ritas e mais Marcelos para preencher nosso mundo de cuidado e afetividade, responsabilidade e amor!

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Um ano de sua ausência.

          Hoje já faz um ano que vc se foi. Acordo a noite e sinto sua presenca aqui em casa. Sera? Lembrancas criam asas. A saudade da um passo atrás. O coração se acalma. A imaginação cria cenários.  São 4hs da manhã. Você diria... Neguinha vai dormir.Fiz uma tela nova. Você ia gostar. Rsrsrs.👫# Tamo junto!

Um ano de sua ausência.

          Hoje já faz um ano que vc se foi. Acordo a noite e sinto sua presenca aqui em casa. Sera? Lembrancas criam asas. A saudade da um passo atrás. O coração se acalma. A imaginação cria cenários.  São 4hs da manhã. Você diria... Neguinha vai dormir.Fiz uma tela nova. Você ia gostar. Rsrsrs.👫# Tamo junto!

sexta-feira, 20 de abril de 2018

What now my love?

                                   

                                                                                     




               What now my love


Now that you left me?
How can |I live through another day?
Watching my dreams turning into ashes
And all my hopes into bits of clay?
Once I coul see. once I could feel
Now I`m nunb,I`ve become unreal

I walk the night, oh, without a goal
Stripped of my heart, my soul
What now my love, now tha it`s over?
I feel the world closing in on me
Here comes the starstumbling around me
And there`s the sky where the sea should be

What now my love, now that you`re gone?
I would be a fool to go on an on
No one would care, no one would cry
If I should live or die

What now my love Now that there`s nothing
Only my last goodbye

quinta-feira, 22 de março de 2018

I`ll be seeing you



I`ll be seeing you
in all that old familiar places
that this heart of mine embraces
all day through

In that small cafe
the park across the way
the children`s carousel
the chestnut tree
the wishing well

I`ll be seeing you
in every lovely summer`s day
In everything that`s light and gay
I`ll always think of you that way

I`ll find you in the morning sun
and when the night is new
I`ll be looking at the moon
but I`ll be seeing you

domingo, 7 de janeiro de 2018

Solidão, que nada! ou Começar denovo




                    A vida está me dando um puxão de orelhas daqueles!
Sempre fui muito teórica. Hoje olho para trás e sinto canseira de como eu já fui .Como resultado tenho teorizado menos, bem menos.
                     Mas tem uma questão que tá me confundindo este inicio de ano. A solidão. Me pego com medo, angustia e insegurança estando em Itaipava, o lugar que tem a cara do Wilson, meu escudeiro que se foi ( dessa pra melhor) em outubro de 2017.
A palavra Itaipava poderia ser considerada o sobrenome dele. Assim: Wilson de Aguiar Itaipava. Nos quinze anos que tivemos de vida em comum ele foi quem me ajudou a reerguer forças e disposição para tocar o sitio, em muitos aspectos fazer essa casa ressurgir das cinzas. 
                       Falecido Wilson eu tive medo. Medo de vir, medo de chorar, medo de sentir sua falta, medo, medo, medo. Fiquei imaginando que me sentiria acolhida em familia e, até certo ponto, me senti sim com minha madrinha e meus primos no ano novo. Todos já se foram. E, me pego pensando...O que é isso que eu to sentindo? Solidão, desapontamento ou só mesmo uma ausência que dói por saber que de agora em diante ele só estará comigo no meu coração. Enquanto estou  escrevendo  minha neta Larissa me ligou e eu a convidei para subir no final de semana. E me peguei dizendo... Fica uns dois dias aqui com a gente .Força do hábito, ne? Acho que nunca rezei tanto por alguém que já se foi, por mim, por minha força, por minha aceitação.
                           
                          Tenho meia duzia de amigas no zap que teem sido verdadeiras sabias incansáveis na intenção de me nutrir. São mensagens que leio e releio. Passo adiante e revejo no dia seguinte. Todas maravilhosas. Nossa senhora, Saint Germain, Oh ponopono, Buda e por aí vai. O interessante é que algumas tiveram um ano muito dificil a voltas com doenças e mortes de familiares e parece que a tristeza é geral, mas também parece que a vontade de triunfar sobre a tristeza é um pacto dessas Perséfones  abençoadas.
                            Termino o texto ainda sem saber o que to sentindo. Acho que o medo eu já afastei. Estou só(?)  Acho que não mas que sinto muito ele não estar aqui, sinto.Me vem a mente um seriado antigo que tinha a musica de abertura  dizia... Começar de novo e contar comigo.
 Que ele esteja envolto na luz branca do Espirito Santo tem sido o meu mantra
. Minha eterna gratidão a Wilson e minha reverência a  essas mulheres fortes..
Deus nos proteja hoje e sempre!.