terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Your passports, please! Now, as fotos!

          Como é difícil para uma mulher "das cavernas" como eu me atualizar no computer!!! Hoje,cinco meses após nossa última viagem, aquela que fizemos com Bob e Concita, foi que eu consegui  postar as fotos. Melhor; importá las do Picasa para cá. Bem... antes tarde do que mais tarde!!! Quando eu era pequena, lá em Niteroi, os adultos diziam que devagar se vai longe. A questão é que já passei dos 50!!! Whatever, que seja! Avancei mais um passo!
           Mamãe, posso ir?
           Pode!
           Quantos passos?
           Dez!
           De que mamãe?
           De tartaruga, minha filha!

           

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Vamos pausar tudo e deixar assim

          Lalá escreveu esta frase no seu blog. Postei um comentário e fui pensar no assunto. A vida é feita de pausas, já dizia o Drummond. Pausa, auto regulação. Movimento e não movimento. Simples, mas dificil demais. E se a distancia apagar em ti minha existencia?
Deixar assim... Não pôr resistencia tentando exercer o velho companheiro de vida, Sr Controle. Entrega parece ser a dica do momento. É preciso coragem e determinaçã! Ou não. Basta clicar no pause e ver o que acontece. O que acontece de inicio é uma grande ansiedade. Depois. Bem depois vem uma clareza que nos aponta o tamanho exato da situação. Só  então conseguiremos ver se foi uma pausa ou um ponto final. Vó Tina, que Deus a tenha, aconselharia que fossemos olhar a vida. Enquanto a clareza não vem eu diria que o melhor seria aproveitar a vida que se tem e distrair se um pouco. Quem sabe andar de bicicleta???


Quis prolongar o texto, mas... é melhor deixar assim.
Pausa. Até a próxima.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Vivo desassossegado e escrevo para desassossegar

          Penso que Saramago disse isso quando entendeu que é no desassossego que crescemos buscando saídas, respostas, colos. Sossego.
          Me parece que o meritíssimo senhor Saramago viveu como ninguém O ensaio de uma cegueira. Caminhou determinado por suas questoes e por suas questoes determinado caminhou.
Questionou  a validade e o vazio da vida e nos deixou a questão no livro  A viagem do elefante para que desassossegássemos um pouco mais.
          Dedicou sua vida  e quase todas as suas obras à Pilar, sua mulher, sua incentivadora, seu pilar
          Pilar contava que ao ver Saramago pela promeira vez regressou a casa com uma estranha  paz. A vida a dois que tiveram confirmou seu pressentimento.
          Uma vez Saramago disse "Dentro de nós tem uma coisa que não tem nome. Esta coisa é o que somos". Penso que Pilar acessou este espaço dentro do escritor.
          Quero fechar este texto com mais uma bela citação de Saramago. "Nossa maior tragédia é não saber o que fazer com a vida."
          O evangelho segundo Jesus Cristo é outra leitura obrigatória do mestre.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sos brinquedos

          Tive a sorte de ter tido muitas bonecas na minha infancia. Tantas que um dia fui até indelicada com um amiguinho de escola. Explico. Eu estava no jardim de infancia e tinham gemeos na minha turma. Dois irmãos que, acreditem ou não, eram caidinhos por mim. Aquilo me incomodava demais porque eles me paparicavam e eu queria era ser livre para brincar e não usar o recreio para ficar conversando com eles. Até que a professora marcou um batizado de bonecas. Determinado dia poderíamos trazer uma boneca para a escola e fazer o batizado no recreio. Na vespera do dia D os dois vieram me perguntar se eu teria a boneca para levar, pois caso contrário eles poderiam trazer uma das bonecas da irmã deles. Ah mas eu enlouqueci com o gesto. Perplexa por não conceber que uma menina não tivesse bonecas, disse que tinha muitas e que não se preocupassem comigo. Me afastei deles e dei o caso e a amizade por encerrados.
          Tive até pouco tempo  duas bonecas que tinham a minha idade. Uma ganhei de minha tia Olga e a outra de minha tia Irene. A da tia Olga sumiu de minha casa misteriosamente há uns tres anos atrás, ficando apenas uma. Ou melhor, um. Um boneco.
          Quando minhas filhas eram pequenas conheci umas freiras que renovavam as roupas de bonecas antigas e quis fazer uma surpresa no dia das crianças encomendando roupas novas para elas. Ficaram lindas mas a ideia não foi legal. Minhas filhas receberam o "precioso" presente com cara de quem está recebendo um prato com uma laranja de sobremesa em vez do brownie com sorvete tão esperado. Marina até reclamou dizendo que o boneco era homem mas usava baton. Ora o boneco tem cinquenta anos.Ainda é de baquelite. Não só tem a boca vermelhinha (bem natural) como tem as unhas pintadinhas de rosa. kkkkk. Enfim jamais estas bonecas poderiam ter o valor sentimental que tinham para mim.
          Com o tempo levei o bonequinho para o sítio e deixei lá numa esperança remota de minhas netas brincarem com ele. Para minha surpresa , ano passado,encontrei-o jogado no fundo de um armário sem os bracinhos e com a cabeça descolada. Que desapontamento senti. Como? Quem? Não importa. Trouxe-o de volta para casa e fui correr atrás de um "Hospital de bonecas" como se chamavam na minha época os lugares onde se consertevam as ditas. Encontrei um lugar que se chama SOS Brinquedos e, aliviada, deixei o meu querido bebe para cirurgia. A moça que atende tá longe de ter feito Socila, mas no que demorei um pouquinho mais a dona chegou e percebeu o meu cuidado com o boneco. Perguntou se era meu, quantos anos tinha, etc...Mulher é fogo! Sempre sondano a idade da outra! Vá pentear macaco, pensei.
          Pra encurtar o reparo que a mocinha tinha dito que ia demorar uns vinte dias ficou pronto de um dia para o outro porque segundo a dona da loja poderia acontecer algo com ele jogado lá na "fila do INSS" ( a prateleira da loja ). Pessoa de sensibilidade esta! Ok eu a perdoo. O que ela queria mesmo era saber de que década a boneca era. Eu teria dito boneco da estrela, anos 50. Ou ela que fosse procurar no Google José, ora.
          Hoje cedo fui resgatar meu garoto. As roupinhas que elas tinham para vender eram muito simples, mas comprei um pijaminha mixuruca  para que ele não fique com as partes expostas até eu encontrar uma roupinha legal.
          Vim para casa dirigindo com ele no meu colo. Cheguei em casa e deixei-o num cantinho do meu quarto sentado esperando a próxima ida ao sítio para levá-lo de volta. Vai que "dá uma zebra" e as minhas netas um dia ainda o pegam para brincar. E que sejam mais educadas que a Marina e não debochem de seu baton e suas unhas tão naturais.
           Termino este texto com vontade  de gritar "SOS" para a saudade que sinto da minha infancia querida que os anos não trazem mais.( Casimiro de Abreu? )
Obs: Google José, meu parceiro, cedeu gentilmente a imagem do meu bebe ao texto. Do que sou muito grata. Ah se não fossem essas pessoas que trabalham nos bastidores!!!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Outro jeito de amar

          É da determinação de continuar amando o outro que cresço no meu amor. Quando aceito suas recuadas entendendo que muitas vezes quem as dita é seu coração perdido ou confuso, preciso mais uma vez resignificar este amor. Expando-me então. Neste momento aprendo a amar de longe entregando a vontade de estar junto a uma energia amorosa que transforma o vazio da distancia  na plenitude da presença que este amor desenvolve dentro de mim. Na renuncia de estar perto transformo o que sinto em algo  que preenche minha alma e meu coração. A separatividade dá lugar à unidade. Sinto então, que algo se move entre nós como uma força que nasce desta sem que haja uma aproximação excessiva e sem que seja abolida a distancia entre nós.  A resistencia cessa no momento em que aceito que o momento é da forma como é. Assim  sendo permanecemos  mutuamente presentes, mas separados.
          Bert Hellinger afirma que a distancia une. Une de uma forma espiritual, de uma forma pura. Vivemos assim uma intimidade a distancia.  Logo, nunca estamos sós!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Uma luzinha la longe.

           Once upon a time... um grupo de animais amigos decidiram festejar a chegada da primavera passeando pela floresta. Divertiram -se tanto que foi anoitecendo e  todos se viram perdidos. Depois do susto e muito medo, seu Macaco , muito sabido,gritou para o grupo. Gente, vejo uma luzinha la longe. Ao que o sapo perguntou com sua voz grossa. E dai? Ora se vemos uma luzinha nem tudo esta perdido, respondeu dona ratinha. Vamos caminhar em sua direçao e ver se ela nao vem de uma casinha quente e cheia de  comidinhas gostosas.
 Simples assim, disse seu Peru, que já andava pra lá de faminto.
          Animados caminhavam cada vez mais confiantes pois a luzinha pouco a pouco se aproximava conforme  chegavam mais perto.Chegando  bem pertinho o Pato gritou para todos. Perigo ! e deu um passo para trás. Estou vendo um leao na varanda! Todos entao pararam ja querendo voltar apavorados quando a galinha observou ao ver o leão bocejar que o coitado não tinha dentes. Que alívio aquela boca murcha!  pensou. E  pôs-se a gritar. " Calma minha gente, que o leão é sem dente"
          Curiosos um por um foi chegando perto da varanda para confirmar a notícia.
A união de todos lhes deu coragem e , assim,foram entrando na casinha que de tão aconchegante espalhava  um aroma de torta de maçãs assando. Quando só faltava o gato entrar na casa dona ratinha avistou nada mais nada menos que uma leoa cochilando bem perto do forno da cozinha. Espalhafatosa que era saiu atropelando o gato e o cachorro quando o marreco, muito desastrado,  tropeçou na leoa acordando a em seguida.
Dona Leoa, ainda sonolenta, deu um enorme bocejo exibindo uma boca imensa com apenas um velho dente gasto e encardido. Os outros tinham caído um a um sem piedade.
          Desta vez foi dona lebre  e seu porquinho que gritaram  "Olha  minha gente  a leoa tem um só  dente"
          A raposa, que era sabida, foi puxando conversa com dona leoa  ganhando sua simpatia. Dizia ela : sabe__ dona leoa  nós nos perdemos na floresta, escureceu e estamos todos famintos.
          Dona leoa que era  generosa  precipitou  se a colocar pratos  e uma jarra de água sobre a mesa,  pedindo a raposa que a ajudasse a tirar uma  saborosa torta de maçãs do forno.
          Assim foi que o gato, o rato, o pato e todos os outros animais comeram toda a torta de dona leoa como beberam toda sua água fresquinha .
Quando já se despediam agradecidos todos cantavam em uma só voz. "Bora minha gente todo mundo contente!".
Agradeceram a hospitalidade, despediram-se e a luzinha foi ficando pequenininha novamente conforme se afastavam voltando para casa. Desta vez usando um lampeaõzinho oferecido  por dona Leoa pendurado no unico dente da coitada.__ Levem esta luzinha do lampeão com voces e ficará mais facil voltarem, disse ela.
  Seu leão e dona leoa de longe acenavam para eles felizes e ansiosos por reve-los em breve.
          Moral da história: Quando enfrentamos nossos medos a vida pode nos surpreender trazendo luz à nossa escuridão,afinal..... há sempre uma luzinha láaaaaaaaaaaaaaa longe.
          Essa história entrou por uma porta e saiu por outra.
          Qualquer dia eu volto e conto outra!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Reveillon 2010/2011

          Pois é. Estavamos assim sem eira nem beira ,sem saber o que fazer no reveillon. Eu e Marina arrependidas de mais uma vez não termos ido para a serra, Bia e Dudu querendo fazer as coisas sem pressa e papai e Negão tipo "onde vc for quero ser seu par".
          A princípio queríamos fazer uma festa com estilo lá na Bia para mais ou menos 50 pessoas, com buffet,dj e fogos. Mas, ninguém confirmou. Não deu ibop.
          Eu, com a mania de achar que tudo é recado dos céus comecei a acreditar que então era  para ser algo íntimo. Assim combinei de passarmos bem tranquilos com musica baixinha e à luz de velas. Um jantarzinho, abraços à meia noite e "fui"...
           Mas o que está escrito está escrito e as vezes penso que fazemos papel de marionetes tentando decidir as coisa. "Sweet Ilusion!"
          Uma semana antes do dia 31 estavamos tomando uma vit beer aqui perto de casa e o celular do Dudu tocou. Era Ricardo, seu irmão, convidando para passarmos juntos na sua "meia casa". Explico: Ricardo e Ricardo são muito amigos. O primeiro é o Oliveira Lima, nosso tão querido irmão do Dudu. O segundo é o Castanheira , amigo irmão camarada do primeiro. É bonito ver essas duas familias juntas!
          Muito bem. Castanheira e Kátia foram para um navio e deixaram os filhos em Brasília. Ricardo é daquele tipo de paizão, cozinheirão, sorrisão, etc. Sempre que pode junta as famílias , ora em sua casa ora em casa de Kátia e cozinha. Seu hobby, para nossa felicidade! Cozinha bem demais! Assim o convite era para formarmos um grupo na casa do Castanheira, encomendar massas, fogos, bebidas e depois a gente ve como é que fica. E assim foi.
          Assim foi que o reveillon teve uma cara de grande família com requinte, champagne importadíssima (mistura de importada com caríssima), calor humano e uma explosão de fogos para saudar o ano que se inicia. Sabe como é, a esperança....
          Quero ressaltar aqui o carinho  dos anfitriões. É. No plural mesmo. Ricardo e Pedro(que devia ter o sobrenome de Querido) deram um show de recepção com o apoio ,é claro, de todo o resto da família.         Todos puseram as mãos na massa e o que resultou foi um clima de "juntos somos fortes e voces são sempre benvindos" que permeou a noite e o jantar.
          À meia noite a queima de fogos foi muito linda. Pude abraçar Marina, Bia, e todos os meus queridos. Sem contar que fiquei feliz de Amanda e Julia  "acordarem bem na horinha", a tempo de verem os fogos. E ouvir Amanda, olhando para a esquecida árvore de natal, perguntar: "Que horas vamos abrir os presente?"kkkkkkk
          O que me fez pensar que o maior presente que tinhamos naquele momento era um ano inteirinho pela frente para reescrevermos nossas histórias, nossos amores, nossas perdas e expectativas. Um ano inteirinho, como uma folha em branco a nosso bel prazer... E já não é muito, para começar???
          Um beijo muito grande e um ano novo cheio de luz para os Ricardos, Kátia, Bruno, Pedro Querido e sua esposa, Paulinha, Rebeca, Bibito e todos nós que tivemos a sorte de estarmos reunidos em nome do amor, da alegria e do "estamos aí".
          Ia me esquecendo. O reveillon só não foi melhor porque Bia não levou minha vit beer.kkkkkkk
          Sabe como a gente descobre que esteve onde queria estar? Quando a gente tem vontade de fazer tudo igualzinho outra vez. Cheguei em casa com vontade de repetir a dose no próximo reveillon.