O potencial de expansão da consciência que experimento enquanto pinto é ilimitado. Somos todos mestres e discípulos quando se trata de abrirmos a porta da plena realização que está dentro de cada um de nós. Tinta e pincel são para mim companheiros nesta jornada. Aprendiz das letras estendo este espaço para homenagear a cantadora de histórias que há em mim. São casos, reflexões, desabafos,inquietações e outras bobagens. Quase um almanaque. Posso ver os camelos se ajoelhando!
sexta-feira, 22 de outubro de 2021
quinta-feira, 27 de agosto de 2020
Eu mais uma vez em busca de mim
Essa busca de si próprio parece não nos deixar nunca. Em terapia gosto muito de comentar e escarafunchar meus sonhos. Eles me revelam e claramente entendo o meu momento. Dia desses analisávamos um de meus recentes sonhos e mais uma vez me percebi buscando a mim mesma.
Sim. Cada vez que algo significante muda em nossas vidas partimos em busca de nós mesmos again e again.
Depois que Wilson se foi mais um conceito passou a fazer parte de minha historia. Viúva. Já fui filha, neta, mãe, irmã, sobrinha, professora, namorada, esposa, etc...
Hoje quando penso em minha identidade percebo que sou: mãe, avó, sogra, viúva, amiga, paciente, buscadora. A vida é dinamica e cada hora uma carapuça nos serve; o que vai nos guiando vida a fora.
Aqui e acolá comento algo com Bia, com Vera, com uma amiga. Nesses novos tempos de viuvez tenho buscado um pouco do meu passado. Meus primos, primas, colegas de infância e mocidade. Não tinha entendido o movimento até que Bia pontuou que eu estava fazendo uma busca da Angela lá de tras. Antes de Zé, de Bia, de Marina, de Wilson. A Angela prima da Ro, da outra Ro, do Roberto, do Paulo, da Nely da Maria Alice e outros. Também tenho buscado as tias. Hoje apenas duas. Uma por parte do pai outra por parte da mãe.
Tenho um corredor de fotos antigas no meu corredor onde posso ver e acompanhar minha historia. E cada dia a parede mostra mais uma foto. Um namorado de juventude, uma tia distante, netos do Wilson.
É uma busca gostosa, me parece. Pessoas que me dão noticias de mim e que me lembram que houve tempo em que pensávamos que o céu era perto JUNTOS ! Ou seja temos historias, liga, coisas em comum.
Este texto aconteceu depois de trabalhar um sonho onde eu colocava meu cpf e vinha uma quantidade enorme de folhas p imprimir. Folhas embaralhadas. Um dossie. Ficou claro o texto? Ainda nos sonho queria tirar uma foto com minha mae e meu pai e eles não estavam. Aí... Eureka! chegamos a este emaranhado de vidas e de identidades que a gente tem, ja teve ou terá enquanto vivermos.
E a busca continua. Tem dias que sinto falta de ser filha, outros de ser esposa. Uma grande colcha de retalho ou como diria uma bruxa... Um caldeirão de personalidades, emoções e momentos vividos. Um brinde a todo este dossie que eu não conseguia organizar no sonho e me frustrava e pela noa vontade de rever o sonho com Raquel. Minha gratidão por cada riso ou lagrima caída em terapia porque entender-se pode ser consolador e muito rico para nossa alma e para aceitação de cada fase da vida com clareza e reverência.
quinta-feira, 13 de agosto de 2020
Tempo tempo tempo tempo
De tempos para cá eu conheço bem o medo de ir embora. As vezes acordo triste e nem sei o porque. Uma angustia, um descontentamento. Quantas vezes me olhei no espelho e gostava do que via, mas aos poucos aquela imagem foi mudando e dando espaço a um outro tipo de mulher.Onde e quando perdi minha face? Sim! Queiramos ou não o tempo vai passar. De algum jeito vai passar. Chronus vai nos engolir. E nada que interessa se pode guardar. Eu que existindo tudo comigo, depende só de mim. Tento deixar tudo como está. Se puder sem medo.
Quero enfrentar a insonia como gente grande. A minha insanidade é tudo que me resta. É farsa esta minha voz tranquila. Deixa eu sonhar que o tempo não tem pressa. Porque aqui no coração eu sei que vou morrer um pouco a cada dia. Diz Oswaldo.
A amargura e o tempo vão deixar meu corpo minha alma vazia. Mas afinal.... Onde eu me reconheço? Na foto passada ou no espelho de agora? Quantos segredos que guardei com medo agora ninguém quer saber. Continua Oswaldo.
Partiu reagir, tentar ser feliz, fazer planos, estar no movimento da vida. Diz Raquel. Dias sim dias não vamos sobrevivendo, mas quero viver e não apenas sobreviver. Rir de tudo e de todos, inclusive de mim.
É preciso ter força e fé. Cada dia mais. Towanda!
* esse texto é uma colcha de retalhos onde pedaços vem de Caetano, Cecília e outros.
quinta-feira, 16 de julho de 2020
Transplante do coração
lendo o livro O carrasco do amor de Irvin Yalom me deparei com a expressão " Transplante do coração" sendo usada para se referir à Terapia.
Uma vez aposentada e viúva sobra tempo para pensar e arquitetar modos de controle.
Voltando ao titulo da postagem entendi que no caso da terapia o transplante do coração seria exatamente tentar tirar do coração os sentimentos que nos enganam, as falsas verdades . A terapia é um farol que nos mostra que somos os personagens e os expectadores de nossas vidas.
Saber então, que depende de mim e não do que me cerca me traz compromisso e um sentimento de capacidade de mudar minha vida. Sinto que depois deste insight já não poderei mais fugir de mim e se sou eu que estou fazendo confusões que me maltratam encarar a vida com mais leveza.
Estou disposta a ir ao meu encontro para que meu presente seja mais agradável ou menos doído. Afinal sempre há uma esperança!
quinta-feira, 9 de julho de 2020
2020. O ano que não vingou.
terça-feira, 7 de julho de 2020
Um novo diagnóstico e suas consequencias
Nos textos anteriores falamos sobre a morte do Wilson em finais de 2017 e tudo que veio depois em 2018.
Vamos agora a novidade de 2019. Fui diagnosticada anos atras com Fibromialgia.Em 2019 com dores apesar dos medicamentos procurei um reumato. Para minha surpresa, depois de uma bateria de exames o diagnóstico foi de Artrite Reumatoide.
Troca de medicamentos e inclusão do temido corticoide. No inicio vc fica ótimo, alegre e disposto . Depois de uns quinze dias a balança acusa ganho de peso que vai sendo processado dia a dia mais o inchaço. Da euforia à decepção com o ganho de peso vc se entristece e , comigo, não seria diferente. E meio ao tratamento procurei outro medico por não me sentir assistida com o primeiro. Me sentia perdida e sem ter a quem recorrer. O que aconteceu foi que tirado os antidepressivos de uma vez só meu organismo reagiu num misto de confusão, panico e muita angustia. Já no segundo medico o antidepressivo foi regulado e agora faço uso de Reuquinol.
Mas chega de falar da artrite; quero apenas colocar que não sei ate que ponto meus esquecimentos sérios são parte da idade, se já é a velhice batendo à porta , se é a diminuição do antidepressivo ou se é um acumulo de vazio que vem da descrença de voltar a ser o que se foi um dia.
Por isso este texto faz parte dos textos da Pandemia como disse em outra postagem. Muito tempo a-toa pensando na vida sem se reconhecer. Afinal de contas... KD eu? O que posso planejar, almejar ou sonhar? Voltar ao trabalho só em 2021. Viagens? A Pandemia maltrata muito nós todos. Jovens e idosos. A falta de perspectiva nos tira do prumo e ficamos vagando meio que sem graça e temerosos. Cada dia é um dia e entre eles noites e noites rezando e pedindo a Deus que cure nosso planeta. No zap recebemos inumeras mensagens de fé e otimismo; mas e o controle que achavamos que tinhamos? Ruim demais. Claro que tem gente pior , mas não dá para invalidar a dor e a confusão que o problema nos traz.





